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Fábio e Verônica, Verônica e Fábio. Um escritor e uma musicista, pelo menos aspirantes a isso rsrs! Amantes das letras, dos sons e de tudo que é arte! Amigos acima de tudo! Fizemos esse cantinho para dividir nossas idéias e ideais aos olhos da Net!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Banda Izmália em Canoas

Show realizado em dezembro no Estúdio Rock Bar em Canoas e o pessoal do blog tava lá para conferir. Postado por Verônica Elias - 23.12.2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

Apelidos

Olha, é realmente uma bela questão, essa. Existem os mais diversos tipos de apelidos, existem aqueles que caracterizam literalmente a pessoa como no caso de “alemão” para os muitos loiros, ou “preta” para as mulatinhas. Existem os apelidos inversos como “o gordo” para um magérrimo, e “branco” para um negro.
Bom, no meu caso, o acréscimo de INHO, foi quase instantâneo, ainda mais do alto dos meus 1,62, e virei FABINHO para muita gente. Já tive outros, mas o que ficou mesmo foi esse, que eu adoro, e quando eu achei que não teria mais nenhum, surge um da boca de uma amiga que me chama de BIO. Adorei, ainda mais porque eu já tinha lido “O Tempo e o Vento”, de Erico Veríssimo, onde tem um personagem chamado Toríbio que tinha por apelido Bio. Então eu adorei. Esses dois eu considero oficiais!
Tenho também uma história de apelido. Essa me foi contada por uma ex-colega de trabalho: Em um antigo trabalho, ela distribuía numa comunidade carente o “vale-leite”. Ela chamava pelo nome da criança, e então a mãe da mesma ia lá no guichê e pegava o vale. Ela me contou que começou a chamar por “Katherine”, e chamava e chamava e nada da tal Katherine ou a mãe da criança aparecerem. Então ela fez uma tentativa pelo nome na mãe, chamou por “Maria”. Não é que a mulher estava sentada bem em frente? Daí claro que ela perguntou porque ela não tinha se pronunciado antes, afinal ela ficou quase um minuto chamando pela filha dela Katherine e ela nada. Ao que a mulher respondeu:
- É que nunca chamamos ela pelo nome, sempre pelo apelido!
- E qual é o apelido dela?
-Vanessa!
Ahahahhahahaha. E pior que é uma história verídica. Que mania que as pessoas têm de por nomes estrangeiros, para mostrarem que são chiques e depois acontece isso!! Aliás, eu sou a favor de nomes curtos, de um nome só, nunca dois, a não ser que combinem muito (porque eu já ouvi nomes que não combinam nada como Natália Roberta ou Manoel Eduardo, argh!), afinal ninguém vai chamar pelos dois nomes, ou chamam por um, ou por outro, ou por apelido e daí nenhum dos dois tem serventia. Ou fica aquela coisa de na escola chamarem pelo primeiro e em casa pelo segundo. Sem necessidade.
E ainda tem a situação dos apelidos carinhosos, entre o casal, que nunca deveriam ser divulgados, afinal é uma coisa pessoal e íntima, e muitas vezes ridícula, então seria bom se as pessoas em vez de espalharem aos 4 ventos, deixarem isso entre 4 paredes. Existem os clássicos: amor, paixão, bem, mor. Depois vem a segunda categoria: bebê, nega e nego, fofo e fofa, e partes do nome como “G” para Gabriel e “Tetê” par Ester por exemplo e etc.. E também tem pai e mãe, mas esses eu desconsidero, acho que isso é fim de relacionamento. Risos. Bom, isso me lembra uma história, e essa, eu mesmo assisti, com esses olhos que a terra não há de comer, afinal eu devo doar órgãos! Estava eu numa confraternização de final de ano na empresa do meu pai, e inventaram de fazer um jogo de perguntas e respostas daqueles clássicos em que os maridos saem e as mulheres respondem coisas da vida a dois. E uma dessas perguntas era: Qual o apelido carinhoso que vocês se chamam? Daí teve os clássicos: amor, paixão e tal...Daí a última mulher me responde que chama o marido de: “meu bichinho ‘quinininho’ ”. Aahhahahahahhahahahahahahahhahahhahahhahahaahhahahaa. E a vergonha do cara para dizer isso depois para a empresa inteira? Cruzes!
Bom, agora é a vez de vocês: Você tem um apelido? Qual? E se você não estiver solteira/o, qual o apelido que você chama a parceira/o e é chamada/o?
Quero só ver!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 02 e 14/12/2008).

sábado, 6 de dezembro de 2008

BANDA IZMÁLIA





Há alguém mais importante: Izmália

Faz uns três shows atrás, sim três shows atrás que vi esta bela mulher acompanhada de admiráveis rapazes. O que aconteceu? Amor é claro, um sentimento de ficar ali, parada, olhando tais atitudes e o velho rock de qualidade. Já falei sobre a banda aqui mesmo no blog e me rasquei de elogio para eles. Para não me tornar repetitiva vou falar o trabalho da banda mais precisamente. A banda faz show hoje no Estúdio Rock Bar em Canoas e dia 24 deste mês novamente na sua casa que é o Opinião. Pelo o disco lançado “Quase não dói” a banda teve quatro indicações de melhor interprete, melhor instrumentista (para o guitarrista Marcelo Playker que concorreu com Christiano Todt (Cartolas) e Marcio Petracco (Locomotores) na categoria pop), melhor álbum concorrendo com “O Som do Fim ou Tanto Faz” – Fruet e os Cozinheiros e “Original de Fábrica” – Cartolas e melhor composição. Izmália ganhou de melhor interprete na categoria pop que concorreu com Júlio Reny Marcelo Fruet. Para quem não conhece o trabalho deles vai aí o link do site http://www.izmalia.com.br/ vale a pena dar uma olhada, pois ele é sempre bem atualizado. Lá tem várias fotos, umas delas são as mostradas aqui, têm músicas da banda para baixar gratuitamente, o blog e claro, vídeos que devem ser urgentemente olhados para quem ainda não teve este prazer (acertei na palavra) de ver a banda em palco. Saiu outra reportagem sobre a Izmália no Estilo próprio e lá tem várias informações de seu início e sobre sua personalidade. Além de algumas fotos e sua sinceridade conquistadora. Aí vai o link http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&coldir=1&tp=15&template=3948.dwt&blog=334
E a formação da banda é Izmália Ibias (vocal, guitarra e violão), Sandro Castellano (baixo e backing vocals), Marcelo Playker (guitarra e bakingo vocals) e Ed Castellano (bateria). Nos repertórios da banda nos shows do Opinião tem próprias e interpretações de bandas como Beatles, Led Zeppelin, Muse, Raul Seixas, The Doors, Foo Fighters, AC/DC e RadioHead, U2, entre outros.
Já me encontrei até demais nas músicas da banda e aí vai uma delas que é uma biografia minha não autorizada hahahahaha…. Brincadeira!!!


Alguém Mais Importante
Izmália - Composição: Letra e Música: Izmália Ibias

Se cansou de pedir um som
(Ali não era mais)
Se lançou feito um gato preto
(Fugindo pelo cais)
Olhou a pista e percebeu
(Olhares para mim)
E mexeu, mexeu, mexeu


Mas há alguém mais importante,
Há alguém mais importante,
Há alguém mais importante,
Há alguém...
Você me viu mas não sorriu
(Não olhou pra trás)
E se perdeu na alucinação
(Eu tinha razão)
Mas foi só fechar os olhos e as luzes coloridas
As imagens distorcidas


Há alguem mais importante,
Há alguem mais importante,
Há alguem mais importante,
Mas há alguém...


As luzes brilham, está tudo claro agora
Iluminado como nunca antes
As luzes brilham, você já me deu um fora
Abandonado como nunca antes...
As luzes brilham, está tudo claro agora
Iluminado como nunca antes
As luzes brilham, você já me deu um fora
Abandonado como nunca antes...


Há alguem mais importante,
Há alguem mais importante,
Há alguem mais importante,
Há alguém...







Agradecimento a Verônica T. Elias pela sua contribuição.Nota expressa sua opinião. (Escrito em 06/12/2008).


domingo, 30 de novembro de 2008

Divagações sobre brigadeiros e outras...

Essa semana eu tive que escolher algo para levar para a festinha de encerramento do meu cursinho, e, no fim, com o calor que está fazendo aqui, optei por fazer brigadeiros (que aqui no RS nós chamamos de “negrinho”) que não estragam tão fácil, e então eu comprei e fiz um daqueles que já vêm prontos, e é só enrolar, colocar no granulado e além de não ter que se preocupar com ingredientes e preparação, rende a quantidade certa para se levar numa dessas festas em que “cada um leva uma coisa”, sem contar que todo mundo gosta!
Bom, não sei se todo mundo enrola os brigadeiros assim, mas eu “engorduro” um pouco as mãos com margarina, para facilitar enrolar, mas não pode ser muito senão também não enrola (sem contar que ficar aparecendo uma “pelotinha” de margarina no docinho é nojento, e como eu já vi disso pr aí!), e aí está um exemplo para ver a importância da técnica, não só em coisas corriqueiras como essas, como em todas as outras. Chega um ponto em que já grudou tanta “massa” na tua mão que fica difícil de enrolar, e não adianta passar mais margarina porque logo gruda de novo! E você? Conte a sua experiência, eu paro por aqui, antes que me digam que eu fiz uma desgraça culinária...ahahhah, ou me chamem de gordo com o segudno post seguido sobre comida...
Aqui no meu estado vizinho, ou seja, Santa Catarina, choveu e alagou horrores, uma verdadeira tragédia. Mais de 30 cidades, se não me engano, em estado de calamidade pública, muita coisa em baixo d’água e mais de 90 mortes. Uma tristeza. Parece que há muitos anos não ocorria uma enchente tão braba como dessa vez. A minha mãe tem uma amiga que mora em Blumenau, e ela ligou para ver se estava tudo bem, ao que a amiga respondeu que o que mostram na TV não é nada a mais nem a menos do que a realidade, que a empresa dela está debaixo d’água e que tem muita gente sem água e sem luz e que ela esta suprindo suas necessidades porque tem um poço artesiano. Aqui no meu estado estão fazendo muitas campanhas para doar roupas e suprimentos, bem como dinheiro para SC, e daqui para lá estão indo aviões e helicópteros levar mantimentos. Sei que a Gol também está engajada com uma campanha para doação. Vi agora mesmo na TV que a rede Record está em campanha ferrenha para mandar fundos para lá, estão divulgando uma conta para quem quiser depositar e eles próprios vão doar. Quase todas universidades federais estão aceitando doações. Deixo aqui um apelo para quem tiver uma roupa sobrando (quase sempre se tira alguma coisa que não se quer mais ou que não se usa), um trocado a mais, um quilinho de alimento que seja, se puder doar, doe! Esse é realmente um caso de emergência, e eu já fiz minha contribuição, tinha aqui em casa um baita saco de roupas usadas que sempre damos para nossos parentes da colônia, e aproveitamos para doar aqui mesmo na minha cidade, porque a Casa de Cultura daqui fez uma campanha para arrecadar alguma coisa também. Se tiver alguém aí de SC, e quiser deixar um depoimento, será bem recebido. Bom, acho que era isso!


Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 30/11/2008).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bon Appétit

Há uns tempos, uns colegas de trabalho me convidaram para ir a um restaurante chinês. Gostei da idéia, afinal nunca tinha ido à restaurante nem chinês, nem de qualquer outra nacionalidade. Não foi uma ida ao restaurante, foi um épico de paladares e descobertas para mim, eheheh.
Descobri que se eu fosse para a China, morreria de fome. Tinha lá um tipo de miojo parecido com yakisoba, com um monte de verdura, pedaços de frango em molho com pedaços de pimentão que pareciam mais pimentões de Itu de tão grandes (éca!), tinha um pão recheado muito bom, arroz à grega (não gosto, detesto passas argh!), e mais algumas coisinhas, fora um buffet japonês de sushi (que eu tive a infelicidade de pegar um por um para experimentar, e, claro!, me arrependi, porque todos são super parecidos, um rolinho de arroz preso por alga com um pedacinho de carne de peixe (cru) no meio que é adocicado e que teríamos que comer no mínimo uns 15 para pensarmos em ficar satisfeitos), bom o buffet de sobremesas estava ótimo (pareciam sobremesas normais!) e o “biscoitinho da sorte” tem um gosto maravilhoso (o melhor do cardápio e acho que até vem de graça) e ainda veio recheado com dois bilhetinhos com números da sorte ao invés de um, eheheh.
Descobri também que ao contrário de nós, que “salgamos” a comida, tanto os japoneses quanto os chineses parecem gostar de comida ou insossa ou adocicada. Eu adoro fazer misturadas com comida, e misturar comida salgada com doces como comida com banana, pastel de carne com mel, alface com açúcar, mas isso é uma coisa e fazer a comida com um gosto doce (provavelmente sem sal) que nem eles não é coisa para paladares ocidentais, ou pelo menos não para o meu.
Descobri ainda que coisas que dizem ser sofisticadas como scargot (que nojo) e caviar pelo jeito não serão para o meu paladar, e nunca vou entender como lesma e ovas de peixe podem ser chiques. Bom, eu acho que sempre vou ter uns gostos de pobre, e me orgulho disso, porque gosto de arroz com lingüiça, massa com molho, batata frita com bife! Nham, água na boca!
P.S.: Feliz Dia da Consciência Negra a todos que tem essa Consciência independente de serem negros ou brancos. E Feliz Dia do Técnico em Contabilidade a quem o é!
Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 21/11/2008).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Feira do Livro

Bom, ler é um dos meus vícios, talvez o único, afinal eu não fumo e não bebo (só socialmente, eheh) e o resto são manias. Mas como viajo meia hora de trem, aproveito esse tempo para ler, assim meu tempo passa mais rápido, e eu aprendo e me distraio. Aqui em Porto Alegre ocorreu do dia 31/10 a 16/11 a 54ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Eu sempre vou prestigiar o evento, e sempre tenho que comprar pelo menos um livro e pegar um marcador de página para minha coleção! Os livros em si não são lá muito baratos, mas na feira sempre custam um pouco menos que em nas livrarias. E têm os saldos, livros usados por 5, 10, 15 reais. Eu mesmo comprei “A bruxa de Portobello” do Paulo Coelho por 10 reais, e tava novíssimo! Sem contar que teve 167 bancas para a gente desfrutar, tem área infantil e internacional, o Estado homenageado esse ano foi Pernambuco e o patrono foi Charles Kiefer. Sem contar as sessões de autógrafos, esse ano fui a uma dos comunicadores da rádio Pop Rock, eles têm um programa de humor chamado “Cafezinho” (que passa inclusive, pela Internet, no site da Pop Rock das 13 às 14 e das 18 às 19, de segunda a sexta), e eles lançaram um livro de piadas. Conhecer os comunicadores pessoalmente foi realmente emocionante, escuto muito esse programa e sai de lá trêmulo, como se tivesse falado com meus ídolos (a princípio não tenho ídolos, mas gosto de alguns escritores, e é sempre legal e emocionante esse tipo de encontro, especialmente quando eles/as te tratam tão bem como eu fui tratado, com a maior atenção). Bom, para saber mais entre no site da Feira do Livro. Ah, e para o pessoal saber, meu aniversário foi agora no dia 12/11.

Agora um pouco de história:

A Feira do Livro de Porto Alegre é uma das mais antigas do País. Sua primeira edição ocorreu em 1955 e seu idealizador foi o jornalista Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias. Inspirado por uma feira que visitara na Cinelândia no Rio de Janeiro, Marques convenceu livreiros e editores da cidade a participarem do evento.
O objetivo era popularizar o livro, movimentando o mercado e oferecendo descontos atrativos. Na época, as livrarias eram consideradas elitistas. Por esse motivo, o lema dos fundadores da primeira Feira do Livro foi: Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo.
A Praça da Alfândega era um local muito movimentado na Porto Alegre dos anos 50 e de 400 mil habitantes. E, no dia 16 de novembro de 1955, era inaugurada a 1ª Feira do Livro, com 14 barracas de madeira instaladas em torno do monumento ao General Osório.
Na segunda edição do evento, iniciaram as sessões de autógrafos. Na terceira, passaram a ser vendidas coleções pelo sistema de crediário. Nos anos 70, a Feira assumiu o status de evento popular, com o início da programação cultural. A partir de 1980, foi admitida a venda de livros usados. E, na década de 90, conquistou grandes patrocinadores, estimulados pelas leis nacional e estadual de incentivo à cultura.
A infra-estrutura foi ampliada e modernizada, os eventos culturais se consolidaram e a Feira passou a receber grandes nomes do mercado editorial brasileiro e internacional. A Feira do Livro de Porto Alegre adotou a tradição de eleger um patrono na 11ª edição, escolhendo o jornalista, político e escritor Alcides Maya. Os patronos eram eleitos entre escritores e livreiros significativos para o mercado editorial gaúcho e já falecidos. Entre os anos de 1965 e 1983, foram homenageados 13 escritores gaúchos, um jornalista, três livreiros e dois escritores estrangeiros.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 17/11/2008).

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Monogamia, de Adam Phillips

Sou católica e você judeu. Acredito em uma forma de conduzir a minha vida através do que acredito e você de outra forma, correspondente a sua crença. Temos idéias e ideais diferentes. Pensamos sobre a vida de formas diferentes. Meu futuro não será o mesmo que o seu, pois queremos coisas diferentes. Quem eu amo você não ama, então me entende agora?
Complicado ou não, depende muito do que você crê. Mas já percebeu que compartilhamos o mesmo perfil de sociedade. Este regime não nos representa ele nos pune por nossas escolhas diferentes. Ah, não posso ser como você porque simplesmente
NÃO SOU VOCÊ. Monogamia.
No livro de Adam Phillips discute a questão da monogamia, mostra que ponto de vista você pode agregar ao seu cérebro para através dos olhos poder ver outras coisas que o cercam. Não existe sistema ou regime errado, muito menos o certo. Existe sim a busca pelo seu encontro da sua sociedade, lógico que não é esta, a atual. E sim a que irá lhe a colher, a que você se sentirá bem, a que você construir com o que você crê.
Monogamia é uma opção de vida e não um modelo de vida. Eis aí umas partes do livro que me senti na obrigação de dividir com vocês, se puderem leiam o livro.

Pág.23 – “A questão não é saber no que acreditamos, a questão é que acreditamos. A questão não é saber a quem somos fiéis, a questão é que somos fiéis. A fidelidade não deveria ser sempre encarada como uma questão pessoal.”

Será que negar suas vontades está certo? Você só pensa em uma pessoa o tempo todo? Isto não é amor, mas acontece. Isto é vontade, a que nos caracteriza como animais, mas a racionalidade nos difere deles. Então, se você tivesse sido criado sem a idéia de uma único amor (o que é muito relativo), de que você deve se casar e que tem que durar para sempre (você deve acreditar que deve ser para sempre, mas se não for terá outras oportunidades de tentar), estaria errado? A sua religião é a certa e a minha errada? Suas perspectiva de mundo é a correta e a minha não serve? Por que torcer para um time de futebol que não gosta? Insisto,
Monogamia é uma opção de vida e não um modelo de vida para ser seguido por todos.

Agradecimento a Verônica T. Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 12/11/2008).


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama

Esse é o nome do cara. As pesquisas estavam corretas e os americanos ganharam como presidente Barack Obama. Vi muita gente aqui feliz por isso. Muita gente que estava torcendo por ele. Creio que essas pessoas pensem como eu, que não estava propriamente “torcendo” por ele, primeiro porque não sou muito simpatizante dos estadunidenses, depois porque o Obama estava sempre na frente mesmo. Mas essas pessoas que estavam torcendo, bem como eu, sabem que o que acontecesse lá teria reflexos aqui, bem ou mal. Ainda mais com a atual crise. Outra coisa, talvez a mais importante, é que Obama é Democrata. Isso contou muito para sua vitória. Afinal todos sabem que o Bush é Republicano. Ponto a favor dos Democratas. Afinal a popularidade do Bush nunca foi grandes coisas, sempre esteve em baixa com o negócio do Iraque e essa crise com certeza fez com que piorasse.
Obama é o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. Isso sim eu considero um fato importante, ainda mais em um país com a história de racismo que os Estados Unidos têm. Obama é mais do que isso, é um símbolo, um símbolo de jovialidade e esperança. Um símbolo de mudança. Eu espero que não aconteça o que aconteceu aqui no Brasil, do pessoal apostar as fichas no presidente Lula, de ele ser o símbolo da pobreza, do povo, da melhoria, da mudança, da esquerda que vai levantar esse país e no fim das contas a oposição virou governo e tudo está praticamente igual (com os créditos para as devidas melhoras e pioras). Mas a transformação esperada e merecida que todos queriam não ocorreu.
Espero que a palavra “esperança” por lá seja interpretada no sentido de “ansiedade que algo aconteça” e não apenas no sentido de “esperar, esperar e continuar esperando”. Se for, será bom para todos nós.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 06/11/2008).

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Show - Banda AMITIS / Sapucaia do Sul

Livro de Moacyr Scliar - Por Verônica Elias

Estou lendo um livro chamado "Dicionário do viajante insólito" de Moacyr Scliar e não posso deixar de dizer que obtive até então movimento faciais nos músculos da boca em determinadas horas. Nunca fui sua fã nem devota a tal literatura, mas não sei por que achei atraente o livro e trouxe para casa. Não agüentei. Li ele, uma boa parte dele, dentro do ônibus e assim estamos: Ele me mostra suas estórias e eu me revelo por suas mil facetas. O livro porta vários contos, ou melhor, de A até Z, seguindo o nome de cada crônica e ou conto com sua respectiva letra por ordem alfabética.
Nele ainda tem citações relacionadas com os assuntos abordados, entre eles:

“Viajar expande a nossa capacidade de simpatia, redimindo-nos da reclusão e da modorra dos limites da nossa personalidade.” (José Enrique Rodó)

“Não é porque o asno viaja que ele volta um corcel.” (Thomas Fuller)

“Há dois tipos de viajem: ou a gente viaja de primeira classe, ou viaja com as crianças.” (Robert Benchley)

“É mais fácil arranjar uma companhia de viajem do que se ver livre dela.” (Peg Bracken)

“Todos os caminhos levam a Roma, mas cada dia o engarrafamento é pior.” (Millôr Fernandes)


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 31/10/2008).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Bancos de Esperma

Eu gosto muito do canal “Record News”, é uma espécie de canal de notícias 24 horas, aqui pega no canal 18 UHF, meio chuviscada a imagem, mas nada que não dê para ver. Esses dias estavam passando uma matéria a respeito de bancos de esperma e no final eu fiquei sem saber ao certo que opinião eu tinha sobre isso.
A reportagem era sobre mulheres que tinham engravidado através desses bancos de esperma. Algumas tinham maridos, mas não podiam ter filhos e o marido concordara que a mulher engravidasse dessa forma (eu achei super corajoso e compreensivo da parte do homem, afinal a mulher dele ia pôr esperma de outro homem para ter um filho seu – que na verdade, tecnicamente, seria filho desse outro homem, então em vez de adotar, ele aceitou que a mulher fizesse assim para poder, como ela provavelmente queria, estar grávida), outras se utilizaram desse jeito por serem lésbicas, e creio que certamente deve ter as que usaram esse artifício por quererem fazer uma “produção independente” (dessas eu tenho um pouco de pena, afinal a criança poderia ter um pai, e o mais provável é que a mulher queira fazer assim apenas por ter sofrido muito no amor, e desacreditado, e ninguém deveria desacreditar no amor, afinal é o poder mais forte que existe).
O interessante é que uma dessas mulheres inventou um saite com banco de dados, com o fim de localizar os pais que quisessem se identificar. Afinal acredito que muitos filhos querem pelo menos saber quem é o pai, mesmo que isso não responsabilize o homem por nada (a lei assegura isso aos doadores.). Nesse sistema do saite consta qual banco a mulher buscou sua amostra de esperma, qual a identificação do doador (os homens são identificados apenas por letras e números) e deixam espaço para que os homens, caso queiram, escrevam alguma mensagem, conversem e até troquem contatos. Apareceram casos de duas mulheres, uma com 5 e outra com 2 filhos, do mesmo pai, que se encontraram através desse sistema.. Eu não entendo bem o porquê disso, afinal a intenção da mulher que engravida dessa forma é não saber o pai. Creio que a curiosidade fala mais alto. E o direito dos filhos, claro.
O que me ficou um pouco menos esclarecido nisso tudo é o papel do homem que doa. Não sei se concordo com isso. Até porque tudo gira ao redor do vil metal. Sim, o caso é apenas dinheiro. Eles doam porque pagam por isso. OK, muitos me dirão que já que tanto
esperma é desperdiçado e que o corpo é de cada um que façam o que quiserem, mas para mim não é só isso. Afinal existe tanta comida sendo desperdiçada e nem por isso doam (o que é uma pena). Fico pensando que o que importa é a intenção. Uma coisa é doar para de repente ajudar alguém, outra coisa é doar mais de 200 amostras (como no caso da reportagem), o que para mim só pode ser pelo dinheiro, e ainda achar natural, achar mesmo depois de ver os “filhos” que sente uma sensação “como se aquelas crianças não tivessem nada a ver com ele” e saber que pode ter mais de 200 filhos pelo mundo afora.
Claro que eu respeito a decisão de cada um e cada um faz o que quer, mas para mim é, no mínimo estranho. Se pensasse em doar algum dia, teria que ter uma conversa ferrenha com minha consciência, e é bem provável que ela ganhasse.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 29/10/2008).

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Idealizações

Não sei se vocês já perceberam, mas normalmente a gente não só julga as pessoas antecipadamente, como achamos que cantoras, atrizes, e artistas em geral devem ser como nós, pensar como nós, agir como nós, em suma serem “bons”.
Eu não sei vocês, mas eu adoro ler biografias, então volta e meia conheço a real personalidade de um autor que gosto e me decepciono porque ele fez determinada coisa que eu jamais faria na mesma situação, ou me dou conta de que tem coisas que desde sempre acontecem e não mudam e que até mesmo aquela pessoa passou por isso. Isso é meio frustrante, eu confesso.
Claro que às vezes também vemos, no meu caso principalmente em crônicas e agora em blogs, que muitos pensamentos são iguais, ou semelhantes aos meus, isso me deixa muito feliz, e me abre uma esperança de ao menos compartilhar idéias com pessoas que gosto e também de ganhar algumas amizades, nem que sejam virtuais.
Agora eu pergunto: Porque tanta decepção ao ver que pessoas comuns como eu e você também erram? Porque tanta mágoa só porque o “meu” escritor preferido não agiu de acordo com o que eu achava? A resposta é bem simples: É porque assim que tomamos intimidade com uma pessoa, sendo física, intelectual, virtual ou qualquer outro tipo, nós “idealizamos” uma pessoa perfeita. Aí é que está o erro, porque como todos sabem não existem pessoas perfeitas e nem sequer duas pessoas que pensem exatamente igual em tudo. É como se tomássemos “posse” da pessoa em questão e quiséssemos que ela agisse de acordo com a nossa cabeça! E vendo as coisas assim tão nuas e cruas, pensando realmente na questão não é a coisa mais sem fundamento que existe? Como podemos querer que uma pessoa – única e com livre arbítrio próprio – sempre atue de acordo com o que esperamos dela?
E esse é o mesmo princípio dos relacionamentos. Não devemos tratar ninguém como se fosse nosso, como se fosse nós. Senão sempre iremos nos decepcionar. Devemos contar com nossas companheiras/os para nos ajudar e apoiar e não tratá-los como se fossem empregados ou como se tivessem a obrigação de saber o que gostamos ou não e agir dentro dos mínimos limites das nossas mentes, captando cada sinapse para fazer exatamente o que queremos. Isso não é amar.
E também eu prefiro admirar as personalidades das pessoas que escreveram biografias ou falaram ao vivo de si mesmas (não é porque a pessoa não pensa como eu que deixará de ser um ótimo profissional) porque para fazer tais coisas tem que ser extremamente seguras de si mesmas, ter uma alta auto-estima, e se aceitar como é. Para contar suas experiências para quem quiser ouvir ou ler tem que ter coragem de aceitar seus erros, suas falhas humanas, seus defeitos, tem que ter coragem de tirar as máscaras e se mostrar como realmente é, e isso por si só, já é admirável.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 05/10/2008 - Postado em 21/10/2008 ).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Intelectuais X Populares

Eu estava lendo “O Zahir”, de Paulo Coelho. Ao ler, no próprio texto estavam escritas coisas a respeito da crítica sempre ser muito rígida e normalmente criticar pesadamente seus textos. Isso me levou a minha velha reflexão a respeito disso:
Eu nunca entendi porque a crítica pegava tão pesado para com o Paulo Coelho. Eu já li diversos livros dele e não achei ruim, pelo contrário, não só achei bons livros como recomendo, inclusive esse último, “O Zahir”. Quando eu comprei “O diário de um mago”, minha primeira experiência com livros dele, eu adorei o livro, e depois lendo outros, o que eu percebi é que ele escrevia muito sobre assuntos “espirituais” e isso era contrário à “fôrma” literária existente. É como se ele fosse contra os padrões existentes. Seria a mesma cosia que um roteiro cinematográfico não seguir o velho “começo-meio-e-fim-tudo-isso-com-emoção”, os diretores têm, quase que obrigatoriamente encaixar o roteiro dentro desse padrão – e normalmente por isso os livros adaptados ficam piores. Claro que eu conseguia distinguir essa diferença claramente entre ele e os outros escritores clássicos, mas e o que que tem que fosse diferente? Só por isso deixaria de ser uma literatura?
Quando ele começou a ficar famoso e se expandir deveras, as críticas ficaram mais ferrenhas, e aí entra uma outra questão: Parece que o que é “popular” não pode ser “intelectual”. Coisa que eu acho muito absurda. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Se uma coisa é boa, porque não crescer e se espalhar? Vi um depoimento da cantora Ana Carolina falando sobre a mesma coisa, ela contava que quando começou a se tornar famosa e aceitar convites grandes, muitos dos fãs dela do tempo de barzinhos não gostaram, diziam que ela estava se vendendo, que deveria continuar rejeitando isso e sendo só “underground”. Como se aceitando os convites para uma carreira nacional ela estivesse perdendo sua identidade ou sua oposição a coisas velhas e cantores ultrapassados que aparecem na mídia. Não entendo. Acho que ela fez bem feito e merece todo o sucesso. E nem por isso deixa de ser melhor ou perde qualquer coisa.
Achei muito legal o Paulo Coelho não se candidatar à Academia Brasileira de Letras quando da morte de Jorge Amado, pois a esposa dele Zélia Gattai se candidatou e se fosse concorrer com o Paulo Coelho, certamente perderia, então ele renunciou. E na próxima eleição ele entrou e senti um rebuliço por alguém que escreve com palavras fáceis, que escreve sobre coisas espirituais, sobre sua vida e experiências pessoais estava entrando para a imortalidade das letras. Acho que isso bem ou mal mostrou que intelectualidade e popularidade podem muito bem conviver juntas.
Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 05/10/2008 - Postado em 14/10/2008 ).

terça-feira, 7 de outubro de 2008

VMB 2008

Foi realizado o evento do VM 2008 na quinta-feira, dia 02 de outubro, ás 21 horas no canal 14 na MTV Brasil.
Este ano contou com oito shows bem variados e com atrações internacionais. O primeiro show da noite foi do cantor Ben Harper que teve uma energia bem positiva. Logo em seguida, subiu ao palco a cantora Vanessa da Mata para tocarem a música que se tornou um verdadeiro hit neste ano que trouxe muita “Boa sorte/ Good Luck” para eles.
Marcelo D2 fez o terceiro show da noite para lançar o seu novo cd, sempre inovando. Teve um bom desempenho e suas feições (em minha opinião) lembravam muito Chico Science. Nenhum dos shows foi empolgante, porém de boa qualidade.
O quarto e quinto shows foram da estréia da banda “Nove mil anjos” do Junior (irmão da Sandy), do ex-guitarrista da Pitty, ex-baixista do Charlie B. e de um vocalista desconhecido que nem fez diferença, seguido da banda internacional BLOC PARTY que mais parecia qualquer coisa menos o show tão anunciado e ao vivo como foi falado. Não conhecia o som de ambas as bandas e percebi que não perdi nada.
Sexto show foi da banda Bonde do Role que por questões pessoais prefiro não comentar, em decorrer de não ter nada, absolutamente nada para falar de algo que sob meu ponto de vista não se enquadra como música.
Os últimos shows foram muito bons e quando digo muito bom é porque recomendo mesmo. Sem preconceito ou rótulos, sem serem do meu gosto próprio, mas revi ambos. O sétimo foi o da Pitty com o Cascadura (integrante de uma banda chamada Útero em fúria) que tocaram uma música de sua autoria. Ótima instrumental. Louvável o show seguido de Fresno com Xitãozinho e Xororó que cantaram “Evidências”.
Não sou fã do movimento EMO, não tinha tido uma boa impressão desta banda gaúcha que é o Fresno. Porém, eles não são apenas mais um bando de guris que formam uma banda de acordo com o modismo, não, eles são músicos. Claro este termo “músicos” é um pouco forte e quem me conhece deve ter se surpreendido com isto que estou escrevendo agora, mas os garotos estão chegando lá.

Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 06/10/2008).

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Preconceitos

Olá pessoal!

Para fechar o mês com chave de ouro, e ao mesmo tempo para comemorar uma data super especial para mim e para todos os amantes da literatura Brasileira – o centenário da morte de um dos maiores escritores Brasileiros, de um marco na nossa literatura, de um autor presente em quase todas as listas para vestibular, ou seja Machado de Assis – convidei uma blogueira, especial para mim, para escrever esse post comemorativo. Com vocês e com a palavra: Dama de Cinzas, do blog “Confissões Ácidas”, espero que curtam:

Preconceito

Esse é um grande mal social! Talvez o pior de todos, porque afasta os seres humanos sem que seja dada uma chance!

Eu abomino o preconceito com todas as minhas forças porque ele atrasa o progresso social, o desenvolvimento da humanidade no sentido de sentimento mesmo. Quando a gente olha pra alguém julgando antecipadamente o que aquela pessoa é, não damos a oportunidade de nos surpreender para o bem, para o melhor, para o positivo, ficamos agarrados a uma suposta atitude negativa, ou defeito da pessoa, que exclui todas as suas outras qualidades.

Já me afastei de pessoas por perceber que eram preconceituosas acima do limite aceitável. Porque não vou ser hipócrita dizendo que não tenho meus preconceitos, tenho sim, a diferença entre mim e essa pessoas que abomino, é que luto contra eles, não os alimento, não os espalho, tento trabalhar, lidando com cada pessoa em que sinto que ele vai se manifestar, às vezes consigo logo de cara, outras vezes preciso de um tempo, mas se a intenção de vencer o preconceito existir, sempre é possível neutralizá-lo.

Já deixei de visitar alguns blogs por perceber que seus autores espalhavam tanto preconceito que aquilo ia me enojando com o tempo. Chegava um momento que por mais boa vontade que eu tivesse, os textos me causavam tristeza e chega uma hora que para não me estressar com o autor, porque afinal ele tem o direito de escrever o que quiser no seu blog, terminava por retirá-lo da minha lista de leitura.

Existe um tipo de preconceito que me chateia bastante, que é o preconceito reverso. Dos grupos discriminados, como homossexuais, negros e tal que se fecham em guetos e ficam agindo de maneira estereotipada numa forma de defesa contra a sociedade que os discrimina e até contra outros grupos discriminados. Pra mim é inconcebível ver que um ser que sofre com o preconceito não pensar duas vezes em discriminar outros grupos! Pra que essa criatura existe, se não está aprendendo nada com a vida?!

Houve uma fase em minha vida que fui exposta ao preconceito, mesmo assim nunca quis me refugiar em guetos, sempre preferi me misturar, dar minha cara a tapa, ver qual era, porque só assim você se sente uma vencedora quando consegue mostrar algo, e também consegue crescer com o "atrito".

Trabalho com uma menina paraplégica, e para mim ela é o exemplo que preciso para ilustrar o parágrafo anterior. Ela está sempre bem, mas o bem dela é real, está sempre inteira, sorridente, interagindo, fiel a suas opiniões. Ela é tão "luminosa" que consegue ser a conselheira do local de trabalho e não só a conselheira, as pessoas querem estar ao seu lado porque sua energia é positiva, boa, limpa! O que ela faz de certo? Ela existe sem se fechar naquilo que a limita. Vai a festas, bares, cinemas, casamentos, trabalha e não ocupa ninguém por conta de suas limitações, nunca faltou ao trabalho enquanto outras pessoas faltam por besteiras. Enfim é um exemplo de que se não nos fecharmos por trás de um grupo, de uma deficiência, de uma cor de pele, direcionamento sexual, se agirmos como um ser humano completo seremos sim aceitos como somos. Vai dar mais trabalho? Com certeza, eu converso muito com essa amiga, ela tem suas dores, suas fragilidades, mas sua força é maior...

Não quero dizer com isso que os guetos não devem existir, que os guetos são do mal, prejudiciais em sua totalidade, os guetos só são ruim na medida em que você os usa para se esconder do mundo.

A união entre os discriminados é necessária, mas para que se lute contra o preconceito, não para que essa união te sirva como muleta para conseguir existir num mundo, que por muitas vezes é bem cruel.

E aos preconceituosos? Para esses existe a indiferença, a neutralização. Pense que uma única pessoa com verdadeira vontade de neutralizar um grupo preconceituoso é capaz de desestruturá-lo. Porque os preconceituosos geralmente são mal resolvidos, medrosos, assustados com seus sentimentos mais verdadeiros! São seres para se ter mais pena do que raiva...

E você? Tem lutado contra seus preconceitos?

Post escrito por Dama de Cinzas, do blog "Confissões Ácidas"!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Medos

Do que você tem medo?
Eu, particularmente tenho medos comuns como do escuro, ou da claridade, tenho medo é de enxergar algo que eu não queira, ahahah! Tenho um medo meio inconsciente de tudo que é tipo de bicho. Não sei bem definir se é medo ou nojo, sei lá, sei que se algum dia tiver que ter algum bicho de estimação será um peixe. E não é insensibilidade. Apenas não sou o que chamam de “cachorreiro”. Lá me casa tem uma cadelinha muita fofa, da raça dachshund, ou no popular: “lingüiça” ou “cofap”. Mas eu não sou dado a pegar no colo, etc. e tal. Apenas isso. O que não significa que eu ache que quem tem não precisa cuidar, pelo contrário. Tenho medo da morte, mas especificamente de ser enterrado vivo. Vai saber porque! Mas um dos maiores é o da solidão. Não gosto de ficar sozinho, prefiro sair com alguém, gosto de ter alguém sempre em casa. Não que eu seja dependente. Apenas prefiro estar acompanhado que só. Uma vez li um lindo e-mail que falava que nos dias atuais as pessoas não procuravam mais a “outra metade” e sim que cada um tinha que ser “inteiro” e procurar uma companhia apenas. Achei legal o texto, mas pensando melhor a respeito percebi que isso não é tão fácil. Concordo que devemos ser independentes, mas se podemos obter ajuda, porque não? Não que não saibamos fazer, mas com ajuda vai mais rápido e fica mais agradável! E bem ou mal todos temos pontos fortes e pontos fracos. Quando arranjamos um amor, se essa pessoa tiver pontos opostos, a relação de “um-ajuda-o-outro” ficará perfeita! Porque não desfrutar disso? Outra coisa que anda rondando meu pensamento é o tempo. O tempo não pára, já dizia o Cazuza. Tanta coisa que depende de dinheiro. Tanta perspectiva de vida. E o tempo não espera. O mundo maluco, as correrias, ir levando a vida. E que venham as crises existenciais!
Apesar de tudo isso, ainda me acho otimista. E normal, ahaha! Já sei que muita gente tem medo de muito mais coisas, ou de coisas muito mais estranhas, como se diz, a gente morre e não vê de tudo! E você? Tem medo do que?

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 22/09/2008).

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vivendo em Matrix

Vivendo em um mundo de coisas reais e outras infelizmente mais reais ainda, não sabemos até aonde podemos ir, pois não sabemos o fim. Complexo não? Depende do ponto de vista. Normalmente ficaria preocupada com estas informações, pois para mim é complicado não saber o que irá acontecer amanhã e de forma alguma quero controlar o mundo, mas sempre programo a maior parte do que vou fazer no meu dia para ter controle dele. Quando recebo convites em cima do laço, de última hora, muitas vezes demoro a responder analisando os prós e contras, não que eu não convide meus amigos de última hora, até porque estaria mentindo, mas sei que a maioria não se importa e até nem liga. Acho que o problema é comigo.
Quando saio de casa pela manhã já carrego na mochila o que vou precisar para o resto do dia, então tenho já em mente o que verei pela frente. Lógico que nunca é assim, e quando acontecem algumas surpresas agradeço, pois até salvam o dia que previa sem maiores prazeres. Vai entender?


Tem coisas que gosto de ser convidada mesmo de ultima hora porque quebra minha rotina, porém outras não.
Acho que vai do espírito que estou no dia. Mas o fato de ter que duvidar se realmente algo está acontecendo é verdade ou ilusória é de certa forma apavorante, sinto medo de não poder levar a vida dos meus pais, farei caminhos diferentes obviamente, mas digo no sentido de seguir com ela. Sim porque a cada página aberta na internet tem sempre uma notícia de que o mundo vai acabar ou algo de ruim vai nos acontecer. Complicado levar a vida assim, então ignorem.


Mas tem sites bem legais e que de certa forma volta à primeira idéia que abordei sendo coisas reais boas ou ruins, mas aí vai do ponto de vista de cada um, achei um blog bem interessante, ainda mais pra quem gosta do filme Matrix, o link é este http://vivendo-na-matrix.blogspot.com/ tem o site também, vale a pena.


Quanto ao nosso assunto de real e imaginário, você tem esta preocupação também? De achar que agora após ler esta crônica, não sabe se isto é real? Ou ilusório? Se já acordou? Se estiver sonhando? Se o que existe é realmente isto? Gosta de se sentir assim? Com dúvidas? Têm elas seguidamente? Já contou a alguém? Sonhou algo que parecia tão real? Acredita em coincidências? Não? Por quê? Ou se tudo isto é algo para desviar exatamente seus pensamentos das coisas que acontecem neste exato momento?

Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 17/09/2008).

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Política

Bom, quase na hora das eleições, então pensei em escrever, falar um pouco do que penso, mas por outro lado, é tanta besteira, tanto político sujo (pode ser uma redundância, afinal dizem que todos são ‘sujos’), que é melhor eu apenas brindar vocês com essa composição que eu fiz em dezembro de 2004 e que hoje parece tão atual, mesmo depois de passados tantos anos. Quando fiz essa letra, andava não acreditando na política, e antes e depois da letra eu experimentava uma esperança daquelas do tipo de “vote correto” ou pelo menos no “menos errado”, porque faz parte e uma hora aparece alguém que realmente esteja interessado em ser honesto. Hoje eu penso que o bom mesmo seria uma revolução pacífica, protestos e discursos “a la Martin Luther King”, todo mundo votando NULO para mostrar a indignação seria o começo de um ideal. Será que o que nos falta para sairmos dessa inércia é de um líder de multidões? Bom, menos filosofia e vamos à letra:


Politicagem

Descarados, aquelas ratazanas de terno
Ficam a fazer nada
E nós se matando de trabalhar
Pra que? Pra nada ganhar?

Sem direitos, sem segurança
Sem dinheiro, sem educação
Sem merda nenhuma
Sem nada em suma

Refrão:/Eu sou apolítico
Apolítico sim
Porque vou discutir
Por alguém que não faz nada por mim:/Refrão

Grandes desvios
Roubalheiras a olhos vistos
CPI’s furadas
Que acabam em ‘pizzas’ avacalhadas

Eu prometo, eu isso, eu aquilo
Isso é ridículo
Todos só querem lucro e glória
Só pensam em causa própria

Refrão:/Eu sou apolítico
Apolítico sim
Porque vou discutir
Por alguém que não faz nada por mim:/Refrão

Não acredito em nenhum
Não tem que preste
Não se iludam minha gente
Com propostas de ‘ser diferente’

O descaso é a palavra da vez
Cuidar do seu egoísmo pessoal
Sendo que pra eles tá bom
O povo que se ‘f#%@’: em alto e bom som!

Refrão:/Eu sou apolítico
Apolítico sim
Porque vou discutir
Por alguém que não faz nada por mim:/Refrão



Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 15/09/2008).

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fotos do show da Bidê ou Balde em Novo Hamburgo - 03.09.2008







Fotos tiradas por Alexandre Cauduro e Verônica Elias. Evento ocorrido em 03.09.2008 às 21h, no Centro Universitário Feevale em Novo Hamburgo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

P.G.N.

Essa é a sigla que acabo de inventar e serve para designar Pessoas Geneticamente Modificadas, sim! Isso mesmo! Quero falar das probabilidades de no futuro as pessoas terem seus genes modificados, e não falo de terapia para doenças e sim de estética.
Escutando uma coisa no rádio aqui, o pensamento acrescentando outra coisa acolá eu me pus a imaginar o que será no futuro – talvez mais breve do que imaginamos até – se as pessoas decidirem utilizar os avanços genéticos e tecnológicos para efetuarem suas sandices e loucuras experimentais em nada mais nada menos que a cobaia mais acessível: seus filhos!
Hoje a noção de beleza é uma coisa senão mortífera, ao menos desgastante. As leitoras sabem bem do que eu estou falando: as modelos anoréxicas & cia. Ltda. são nada mais que palitos ambulantes desesperadas por dietas milagrosas e as atrizes e atores (ainda mais agora com definição digital) se preocupam em manter esse padrão absurdo a que chamam beleza. Mas o que isso tem a ver? Que serão nesses padrões que as mães e pais transformarão seus filhos.
O primeiro murmúrio que ouvi a esse respeito foi de pessoas comentando que escolheriam a cor dos olhos para seus filhos, se pudessem. Imaginem que o que não acontecerá quando todo mundo puder escolher como serão os seus filhos? Provavelmente todas as meninas serão loiras (de cabelos obrigatoriamente lisos), bocas enormes, lábios e coxas grossas, peitos e bundas gigantescas, mini-cópias da Angelina Jolie, Britney Spears (sem comentários) ou outras celebridades. Os meninos terão a cara do Brad Pit ou Jhonny Depp, tendência a ter peitorais definidos, com o corpo todo másculo.
E ninguém aqui está dizendo que a Angelina ou o Brad são feios. Mas já imaginaram ter dezenas, centenas, milhares de pessoas iguais! Filha de pais negros loira, de pais morenos, loira, de pais ruivos, loira também. Para mim é o caos. Serão todas IGUAIS!
Acho maravilhoso os filhos receberem as características dos pais, é uma coisa divina, fabulosa, um esquema fantástico de criação que se pararmos para pensar é realmente incrível: duas pessoas se unem e formam um novo ser com características suas –um pouco de cada – um ser ÚNICO, diferente de qualquer outro. E eu acho fundamental essa individualidade. Claro que às vezes queremos ser iguais, passar despercebidos, mas isso é outra coisa. Já imaginaram que horrível parecer igual a todo mundo?
Espero que essa ditadura da beleza (que não é beleza) não tenha esse tipo de conseqüência, que os pais tenham noção de que o que vale realmente está por dentro e não por fora.

Música: E porque não? da banda Bidê ou Balde (vide post abaixo).

Livro: Christine, do mestre do horror Stephen King.

Seriado: Will e Grace, eu recomendo, comédia da melhor qualidade!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 04/09/2008).

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Show da banda Bidê ou Balde em Novo Hamburgo

O Centro Universitário Feevale trouxe ontem, dia 03 de setembro, o show com uma das bandas gaúchas mais populares da cena rock de Porto Alegre, a banda Bidê ou Balde. E nós estávamos lá para prestigiar o evento (breve fotos).
O evento foi realizado em virtude da comemoração de boas vindas aos calouros da instituição. A partir das 21h subiram no palco para conduzir um show empolgante, por um pouco mais de 1h. A comunidade acadêmica abriu as portas para todos os públicos com entrada franca.
Foram mais de 10 músicas tocadas pela banda, fazendo uma visitação pelos CDS já gravados, contando assim, um pouco da história da banda.
A qualidade do som, não só da banda, mas de toda a equipe (incluindo o pessoal da feevale), foi de tirar o chapéu, sendo muito bem equalizado.
Teve um público estimado pelo DCE de aproximadamente 3500 pessoas.
A banda foi formada em final de 1998 e já tem 4 cds lançados incluindo o dvd Bandas Gaúchas, maiores informações pelo site
www.bideoubalde.com.br .


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 04/09/2008).

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pacote Turístico


Ouvi ontem na MTV que tem uma empresa em Barcelona, na Espanha, que cobra 400 euros para “seqüestrar” o “cliente”. Isso mesmo! Estão “vendendo” seqüestros! E o pior: tem gente que compra!
Não entendo a cabeça dessas pessoas que alugam tal tipo de serviço. Será que a rotina é tão enfadonha, que tudo é tão politicamente correto, que as pessoas são tão chatas, burocráticas e sem criatividade que têm que contratar serviços dessa natureza? E depois, qual a graça de ser seqüestrado sabendo que é de brincadeira? Se a intenção era a adrenalina, a consciência do ato tira todo o charme.
Como o desemprego está muito feio hoje em dia, acho que vou fundar uma franquia, ou uma matriz brasileira desse serviço! Daria rios de dinheiro, seria um serviço completo e inovador, especializado em turismo para europeus e afins!
Se lá, eles estão pagando, e bem, para serem seqüestrados de mentirinha, imagina uma viagem/seqüestro para o Brasil, mais especificamente para o Rio de Janeiro, com diversas “atividades aterrorizantes”? Vou chamar de pacote “PCC superluxo”!
As atividades serão, por exemplo, um passeio na praia para conhecer as belezas cariocas onde acontecerá, subitamente, um arrastão...já estou vendo o terror estampado na cara dos estrangeiros...Terá também visitação ao “trem-bala” Brasileiro, ou seja, aquele trem que atravessa a favela enquanto ocorrem disputa de gangues...Depois de tal susto um passeio estilo “casa do terror” pela favela da rocinha, apresentando as bocas de fumo e fazendo trilha pela rota do narcotráfico. Eles terão também uma base do quanto é rápido um assalto relâmpago. E para finalizar assistirão ao filme “Tropa de Elite” e ganharão um colete à prova de balas de recordação, isto é, talvez eu tenha que dar a recordação antes do passeio, só para garantir, se bem que a intenção é dar uma “sacudida” na vida parada dos estrangeiros.
Alguém aí quer ser meu sócio???

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 29/08/2008).

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

As musiquinhas de telefone

Se existe uma coisa irritante são aquelas “musiquinhas” que as pessoas utilizam quando vão “passar a ligação”. O normal (que é o que irrita) é que seja sempre aquela mesma cantiga “tanãnãnãnãnãnãnãnã...nãnãnãnã....nãnãnãnã...” que repete infinitamente e que casualmente me recorda a música do carrossel do parque da Expointer (uma feira de destaque nacional – com participações internacionais- que tem competições entre animais e a venda dos mesmos, artesanatos, parque de diversões, venda de máquinas como tratores e colheitadeiras, que ocorre na município de Esteio – RS). O problema é que de tanto ouvir essa tal música nessas “transferências de ligação”, eu fiquei com mais recordações ruins do que boas. Sem contar que se for algum órgão público, muitas vezes em vez de música eles colocam “frases de impacto”, ou algo relacionado com o órgão, frases, histórico, ou o que quer que seja. Aborrecente!
Eventualmente, ouço algum outro tipo de música nessas ocasiões, o que acho extremamente bom! Agora me digam, porque não inventar um aparelho de “transferência de ligações” em que se possam escolher entre vários tipos de música! Que tal aguardar na linha escutando Beethoven, Bach ou Mozart?? Na linha menos clássica, porque não Marisa Monte, Ana Carolina ou Adriana Calcanhoto! Enquanto você espera para falar (normalmente reclamar) com um funcionário porque não se acalmar escutando Caetano, ou numa animada sexta-feira (e dependendo do perfil -e animação- do dono do telefone) um pouco de Ivete Sangalo?
Não sei, mas acho que faria o maior sucesso nas “paradas” dos telefones!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 22/08/2008).

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Rotinas...

Estava pensando ontem em rotinas. Todo mundo sempre fala que a rotina é enfadonha. Mas se pensarmos bem, a rotina só é chata quando é sinônimo de previsibilidade. Explico-me com um exemplo: Uma pessoa que trabalha todo o dia, que cumpre uma rotina, tem certos deveres, faz um determinado tipo de coisa (por exemplo, arquivando papéis), mas isso não quer dizer que essa pessoa precise cumprir suas tarefas sempre da mesma maneira, não precisa sempre organizar os papéis para arquivar sentado ou sempre de pé. Têm coisas que precisam ser mantidas em nome da ordem, mas se ele/a se tornar previsível, fazer tudo que tem que fazer sempre na mesma ordem, se portando da mesma maneira, se tornará ainda mais chato.
Às vezes a rotina é bem-vinda! Por exemplo, quando chega o fim-de-semana! Quando chega a hora do lazer, quando estamos com problemas! Vai dizer que você nunca quis, naquele momento de dificuldade, que tudo andasse normal, na sua plena e calma rotina?
E também existem as rotinas prazerosas, nada como fazer aquilo que se gosta, sem contar que as pequenas coisas, as coisas de que precisamos, como comer, beber, fazer sexo, dormir são muito prazerosas! Tanto faz dormir pela manhã ou pela noite, é sempre prazeroso, é uma rotina de que precisamos e que nos faz muito bem...Já pensaram em degustar aquela barra de chocolate sem medos? Ou mesmo um macarrão com molho! Em estar na cama com seu amor ou beber aquele suco natural de laranja?
Se uma coisa enjoa ao ser repetida muitas vezes, então mude a ordem, mude a coisa, ou mude você!
Escutando: Marjorie Estiano – Nem todas as músicas são boas, mas tem diversas músicas tanto do primeiro quanto do segundo álbum, sem contar as músicas que ela regravou de outros artistas, que valem a pena!

Lendo: “O Colecionador”, de John Fowles - Muito bom, estou adorando, para resumir, é a história de um colecionador de borboletas que resolveu seqüestrar mais uma espécime para sua coleção: A bela Miranda. Em seu amor doentio-obsessivo e na sua loucura psicológica Clegg narra sua história.

Filme visto – “A general” – Conta a história de um homem que com a ajuda da “General”(um trem daqueles antigos, à lenha), salva a sua amada e ajuda seus compatriotas na guerra. Filme mudo. Ao estilo Chaplin. Legal e engraçado.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 14/08/2008).

domingo, 3 de agosto de 2008

Pressa

Hoje eu estava na casa de umas tias...e na falta de algo melhor, elas estavam assistindo o Faustão (vontade de sair correndo, de ter uma TV a cabo “pelamordedeus”). E me aparece uns inventores no programa.
Um inventou uma máquina que com uma ligação de celular para uma secretária eletrônica em casa e depois apertando uma tecla do celular, ele liga/desliga o que tu quiser na casa: TV, liquidificador, porta eletrônica, e o que mais você tiver em mente. Achei a coisa mais inútil possível. Me explico: para que eu iria querer ligar algo enquanto não estivesse em casa? E se estivesse por que não me levantar e ir lá ligar o tal troço? Um outro inventou um “lava-rápido para pés”, além de inútil eu achei estúpido. Isso tudo é alergia ao banho?? A única utilidade que me passou pela cabeça é colocar um troço desse em um salão de beleza, porque fazer o que com isso em casa? Mais um eletrodoméstico comprado apenas em nome do consumismo...já não chega a lavadora de louças...eu tenho ouvido tantas queixas das lavadoras, dizem que o sabão especial é caro, que deixar a louça engordurada ali até encher é ruim, afinal tem que deixar encher porque gasta luz e o pior, não dá conta de lavar panelas...não quero uma, depois disso para mim perdeu toda a utilidade!
Tudo bem, irão me dizer que é uma questão de preguiça, como o controle remoto da TV. Mas eu não sou contra as invenções, nem contra a tecnologia, pelo contrário até. Mas nesses dois casos tudo que me passou pela cabeça é que fazem esse tipo de coisa, apenas porque hoje em dia todo mundo tem pressa. Uma pressa nociva, uma coisa que ultrapassa os limites do ser humano e acaba na depressão, porque o tempo apesar de ser inesgotável tem seus limites diários, digamos assim, bem definidos. E se prestarem bem atenção, estamos sempre pedindo mais tempo, e se tivéssemos mais tempo, entupiríamos ele de atividades e isso seria um círculo vicioso horrível e negligente. As pessoas não sabem sequer andar sem fazer alguma coisa, temos que andar com nossos rádios, disc-man, MP3, MP4, MP5 ou qualquer outro, temos que ir num lugar não apenas para andar, olhá-lo, temos que fazer todas as coisas possíveis, nem que sejam várias por vez.
Por isso que quando eu vi na TV, sobre um clube de NADISMO, não nudismo seus pervertidos virtuais, ahahah; um clube em que os integrantes se reúnem para fazer absolutamente NADA. E isso não inclui dormir, pois dormir, segundo eles, já é algo. Eles se sentam ali e faça chuva ou sol, desfrutam aquele momento, e apenas isso. Eu achei bárbaro! Pensei em lançar um aqui na minha capital, mas quando fui ver, esse já era aqui...ehehe! As nossas vistas já estão cegas, já não nos damos contas dos detalhes, tão desenfreados caminhamos, tão acostumados à pressa e ao caos urbano. Já não olhamos como crianças que vêem tudo pela primeira vez e assim absorvem todos os detalhess e a beleza.
E você? Qual a última vez que você parou par fazer nada? Para caminhar à beira mar sem pensar em nada? Qual a última vez que deixou a preguiça entorpecer seus membros a ponto de se deixar cair num sofá e estar ali sem culpa? Pensem e respondam, que eu tenho outra coisa urgente par ir tratar, estou com pressa...
Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 03/08/2008).

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Show da Banda Amitis - 26.07.2008

Esta banda é formada por Alexandre Cauduro (baterista e escritor do blog), Mauricio Cauduro (guitarrista), Peterson (guitarrista), Leandro (vocalista) e Verônica Elias (baixista e escritora do blog, eu na realidade rsrs..).
Este evento foi realizado no bar New Music House em Sapucaia do Sul, região metropolitana (próximo a Prefeitura local), no dia 26 de julho de 2008 às 23:30 minutos. Teve apresentações de 5 bandas no total da noite (programação semanal sempre com várias bandas) e nesta noite, pela primeira vez tocou a banda AMITIS.
Como eu, Verônica Elias, e o Alexandre, escrevemos no blog junto com a Amanda Elias e o Fábio Moura (no qual estavam os dois presentes no evento dando apoio e tirando fotos), resolvemos divulgar o nosso trabalho. A banda tem integrantes de Canoas e Esteio, formada recentemente, toca só músicas covers de rock, entre as bandas Creedence, Judas, John Lennon, Neil Young, Bandalheira... entre outras. Em breve terá materiais disponíveis da banda e a agenda de show, bom por enquanto é isto. Um abraço a todos.


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 31/07/2008).

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Caronas...

Ontem, 30/07/2008, estava chovendo aqui em Porto Alegre.
E bem na hora de ir embora! Tédio!
Eu odeio, odeio chuva. Claro que odeio chuva para sair, porque se fosse para ficar em casa dormindo, assistindo filmes ou me empanturrando, que chovesse “la volonté”.
Pois quando eu ia saindo do trabalho para voltar para casa, vi um daqueles “carrões Jeep”, e eu ali, a pé, na chuva, com aquele guarda-chuva meio desmantelado. Me veio um “insight” instantâneo. Como seria bom se ele me desse uma carona. Nem que fosse até o centro.
Depois disso fiquei pensando que antigamente as caronas eram senão super comuns, ao menos comuns. Inclusive ouvi em um programa de rádio que na época em que os radialistas faziam faculdade, jamais dependiam de pagar ônibus para chegar no campus, pois da faixa central até lá, muitos estudantes davam carona. Não é o máximo? Uns ajudando aos outros?
Imaginem como seria legal ir para o trabalho com um colega que tem carro, que passa por ali perto de você mesmo e que sabe que você é um miserável e gastaria um horror menos se te ajudasse. Sempre me imagino naquelas cenas de filme, indo para a estrada, apontando com o tão popular gesto de carona, um estranho qualquer parando, nós conversando e escutando músicas no caminho, o/a motorista me perguntando para onde eu ia, eu livre para ir onde eu desejasse, e eu chegando ao meu destino pela boa vontade da pessoa, que me ajudou somente pelo prazer de ajudar, sem cobrar nada, sem pedir nada em troca, apenas o meu muito obrigado. Seria bárbaro não? Claro que na realidade eu não pegaria uma carona sem rumo, mas com um rumo muito bem determinado, como para uma praia por exemplo. Nada sem programação, que esse espírito exagerado de aventura também já é demais para mim.
Agora saindo dessa minha quimera, eu peguei carona com uns amigos/as, uma única vez, e nem fui eu que pedi, e se querem saber, não deu lá muito certo não... porque o tal motorista era uma espécie de tarado, e ficou encarando minhas amigas...mas chegamos bem ao destino, afinal era um trajeto bem curto...felizmente. E atualmente apesar de perceber que cada vez mais que cada carro tem apenas uma pessoa, não é nada aconselhável ajudar ninguém com caronas para não correr o risco de ser assaltado e perder absolutamente tudo, e ainda dar graças aos deuses por ter saído no lucro e ter ficado com vida. E creio não estar exagerando.
Com a situação do trânsito, especialmente em São Paulo (não que seja exclusividade desse Estado), seria bem interessante que a idéia que vi em um noticiário se disseminasse. É o seguinte: digamos que tenha cinco colegas que moram perto. Pois bem, cada dia um leva os outros quatro no seu carro. Assim todos poupam e são quatro carros a menos no trânsito. E, tecnicamente falando, não tem perigo, afinal são todos conhecidos entre si. Claro que eu não aconselho ninguém a carregar o chefe...ahahaha!
Bom, sendo como for, eu ainda caio em devaneios quando penso nisso...



Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição.Nota expressa sua opinião. (Escrito em 30/07/2008).

terça-feira, 29 de julho de 2008

Fotos do Show da Banda Amitis 26.07.2008 no NEW MUSIC HOUSE / Sapucaia do Sul







Fotos tiradas por Fábio Nunes de Moura
e Amanda Elias - New Music House -
26.07.2008 - Sapucaia do Sul

Camelorização

Sim, isso mesmo! Camelorização! Calma, eu explico: é o nome que eu achei para dar ao curioso fenômeno de aumento significativo e constante de camelôs ou similares. Eu acho realmente incrível!
Já faz muito tempo que escrevi sobre isso, acho que uns 2 anos atrás e trago o assunto à baila novamente, mais atual que nunca. A primeira vez eu percebi que na passarela da estação de trem de um dia para outro, isso que eu moro na menor cidade da região metropolitana de Porto Alegre, apareceram “banquinhas”, ou mesmo gente vendendo carteiras, cintos, bolsas, CDs, e o que mais se pudesse vender. Se a dois anos era assim imaginem hoje! A coisa virou um verdadeiro espaço de vendas, não pode ter um pedacinho livre, que se instalam ali e vendem o que for, desde comida até cachecóis e guarda-chuvas.
O problema é que como os camelôs, essas “banquinhas” e “vendedores informais” vão se colocando em calçadas, passarelas (se proliferaram nas passarelas de todas as estações), cantos, vielas, buracos e passagens possíveis. Quem mora ou vem para Porto Alegre sabe o quão irritante isso pode ser, afinal tem ruas em que “não existem calçadas” porque os camelôs tomaram conta. Isso já virou um problema social.
Eu até que não sou totalmente contra os camelôs. Acho que quem monta uma banca para vender o que quer que seja, desde que a pessoa mesmo compre para revender ou fabrique, que esteja de acordo com a prefeitura, que se aloje num camelódromo por exemplo, tudo bem. Até porque as pessoas podem optar em comprar ali ou não. Agora da pirataria eu não sou a favor. Acho que devemos pensar nos lojistas que pagam seus impostos, e não apenas em nós mesmos, sem contar que os tênis “originais” que muitas vezes se vendem na rua são provenientes de roubos, ou seja, além de tudo, as pessoas ainda fomentam o crime. E isso sim, não é legal!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição.Nota expressa sua opinião. (Escrito em 29/07/2008).





quinta-feira, 24 de julho de 2008

SHOW DA BANDA AMITIS


BANDA AMITIS tocando muito Rock n' Roll
Dia: 26.07.2008
Local: New Music House
Horário: 23h
Endereço: Av. Leônidas de Souza, 1071 - Centro
Sapucaia do Sul (perto da Prefeitura)
Quanto: R$5,00 (antecipados) e na hora R$10,00.

Desarranjo Sintético

Desarranjo Sintético
"Era um grande nome — ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele." Mario Quintana