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Fábio e Verônica, Verônica e Fábio. Um escritor e uma musicista, pelo menos aspirantes a isso rsrs! Amantes das letras, dos sons e de tudo que é arte! Amigos acima de tudo! Fizemos esse cantinho para dividir nossas idéias e ideais aos olhos da Net!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cultura Gratuita. É possível?

Até algum tempo atrás eu era estagiário, o que quer dizer, ganhava pouquíssimo, quase pagava para trabalhar, eheheh. Trabalhava meio turno, e nessa época descobri, que qualquer um, querendo, pode ter acesso a bons eventos culturais, gratuitos (ou quase), basta dar uma procurada nos lugares certos. Então não tem mais desculpas para não se ir ao teatro ou cinema, que eu até admitido que não seja a coisa mais barata deste mundo, mas assim -gratuitamente- fica fácil poder desfrutar de boas coisas gratuitamente!
Mas onde são os lugares certos? Bom, por exemplo, as Universidades. Nessas minhas andanças buscando esses eventos culturais, eu descobri uma mostra universitária de teatro da Universidade Federal que apresenta uma vez por mês uma peça diferente e em dois horários distintos. A mesma peça é apresentada durante um mês todas as quartas-feiras. Eu acredito que todas as universidades que têm curso de teatro, devem ter um núcleo de arte dramática, ou seja, aí está um bom lugar para achar boas peças por preços baixos ou nulos. E também, as Universidades têm um espaço para cinema. Eu consegui assistir a muitos filmes bons, desde undergrounds até filmes famosos, e tudo de graça!

Outro lugar bom são as "Casas de Cultura" que várias cidades e capitais têm. Sempre têm programações amplas, com preços baixos para filmes, teatro, música e exposições.
Outro lugar bacana em que achei eventos bacanas foi em um teatro daqui, tinha um projeto de recitais, o horário não era muito acessível, mas vale a pena ficar ligado nos sites dos teatros de suas cidades e capitais que muitas vezes aparecem coisas boas. Eu assisti a concertos de piano, violão, violoncelo, clarinete, coisas lindas de se ouvir, música clássica e de qualidade, e gratuita!
Na maioria das cidades têm locais públicos, como anfiteatros ou praças em que acontecem muitos shows, normalmente música. Temos aqui mais uma boa oportunidade para desfrutar de bons momentos sem gastar nada!

Bom já que está chegando o final de semana, ficam aqui as minhas dicas, quem sabe você já não aproveita nesse find mesmo? Afinal, a desculpa dos sem-grana acabou!! Ehehehe!

No nosso calendário (lado direito do blog), está a homenagem do Desarranjo Sintético ao dia do Rock, quem posa para a foto esse mês sou eu mesmo! Abração a todos!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 17/07/2009).

sábado, 4 de julho de 2009

O Rei do Pop - Michael Jackson

Triste, muito triste com o fato de o maior artista do Pop ter deixado nós mortais, pois quem é rei, sempre será. Não faço parte das pessoas que não sabiam quase nada dele e agora sabem tanto quanto um fã. Porém não as condeno. Quem não conhecia o seu trabalho, estava perdendo um show completo de muito técnica e talento, isto mesmo um show completo, não era só produção, não era só um bom produtor por trás, não era só um figurino impecável, não era só uma dança escandalosamente perfeita, não era só ótimas letras de músicas, não era só melodia, não era só uma voz.....
Ah que voz! Perfeita para todo o contexto que ele se apresentava. Não sou fã. Mas não sou contra nenhum pouco. A expressão de "Ele é o cara" nunca caíu também. Sobre seus cds, clipes, shows, vida pessoal, o íncio de tudo.... vocês devem estar sendo bombardiados diáriamente com isto. Recomendo olharem mesmo, sem medo ou culpa de estar seguindo o que a mída mostra. Lógico que ele não era nada perfeito, mas todas as acusações, escandalos e desvios mentais (se posso chamar assim), morreram com ele, e quando for enterrado, será sepultado com ele.
Doce Michael Jackson. Para mim, uma eterna criança que não queria crescer, para os outros tantas ou iguais coisas que agora não fazem diferença. Rei é rei e sempre será.


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 03 e 04.07.2009).






sábado, 20 de junho de 2009

Desenhos animados e gibis

Sempre gostei de ler. Em minha infância toda li os gibis do Maurício de Souza, ou seja, Turma da Mônica. Eu adorava, desde de quando eu comecei a ler, lembro que ia com alguns coleguinhas pegar os gibis na caixa de brinquedos da escola e me sentava na porta para ler na hora do recreio. Lembro que eu gostava de quase todos os gibis da turma da Mônica, os da Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão e mais tarde Parque da Mônica. Mas não gostava do Chico Bento. Não sei o porquê disso! Não sei se a linguagem da roça que contrariava o português me irritava porque sempre gostei de escrever (eu tento!) corretamente (acho que não, porque os do Cebolinha não me “ilitavam”) ou se era porque eu achava as histórias chatas, ou pura implicância, não sei mesmo, mas quando eu não tinha mais nenhum gibi para ler, e meu vizinho só tinha os do Chico Bento que eu tinha rejeitado, me obriguei a pegar esses mesmo e ler tudo de vez, ahhahahha. Sei que quando mais velho, trocava os que eu tinha por outros de outros colegas. Lembro de uma vez que uma colega emprestou uma mochila cheia de gibis, imaginem só a minha felicidade! Li gibis até ganhar de aniversário meu primeiro livro: “Morte no cinco estrelas” de Marcos Rey, da série vaga-lume. Claro que não desgostei dos gibis, inclusive meu pai tinha vários do Tio Patinhas, Mickey e cia e tinha também aquelas séries especiais do tipo “As feiticeiras” com todas as histórias de bruxas (Maga Patalógica, Madame Min, etc.), que eu adorava.


E quanto a desenhos animados, sempre fui “desenheiro” e até hoje não dispenso olhar um bom desenho. Mas que os desenhos mudaram de antigamente, ah mudaram! Parece que hoje só tem desenho de luta...e sem graça. São as espiãs demais, Pokemon, Digimon, Padrinhos mágicos. Eu costumo dizer que não assisto/assisti nada que acabe com “ON”. Sei lá, nunca vi esses pokemons da vida, e nunca me atraiu. Mas vocês têm que concordarem que tinha charme os desenhos de antes estilo Pica-pau (quem não lembra do episódio que ele ia “descer as cataratas em um barril”, ou o da vassoura da bruxa que para ela voar tinha que dizer “E lá vamos nós”, ou aquele do “Espalha lixo”, ou ainda o do barbeiro em que o Pica-pau canta “fígaro”), afinal não é à toa que criaram um novo Pica-pau (prefiro o original) e estão reprisando direto. Tem também o Tom e Jerry e a Pantera Cor de Rosa (da Pantera e do Pica-pau até gibis eu tinha!). Quem não lembra dos Ursinhos Carinhosos?? Coração Gelado, Malvado e Laurinha?? Tinha também o Nossa Turma (com aquela musiquinha de abertura: “Get along gang, get along gang”. Também gostava de olhar os alternativos do canal 4 como Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon e Shurato (todos animes de luta, mas eram muito legais e Sailor Moon em especial até engraçado era). Tinha também o Space Ghost e os Herculóides (ok, ok, eu sei que estou me puxando!). Ah e Thunder Cats?? E He-Man?? E também tinha o Desenho do Tio Patinhas: Duck Tales: Os caçadores de aventuras e falando em caçadores, quem não lembra dos Caça Fantasmas?? Ah e claro: Os Muppet Babies!! Mas enfim, eram diferentes e divertidos e eu não me importaria se começassem a reprisar como vêm fazendo com muitos outros. Se lembrarem de mais algum legal, podem citar nos comentários!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 20/06/2009).

sexta-feira, 12 de junho de 2009

As mulheres na literatura

Ah...Mulheres, que assunto bom, não? Vamos associá-las a outra de minhas paixões: a literatura, e este post ficará maravilhoso!

A maioria das pessoas quando solicitadas por exemplos citam pai ou mãe. Na minha vida, eu tenho dois grandes exemplos: minha mãe e minha vó. Duas mulheres fortes que são as heroínas da minha história, bases para meu caráter e exemplos permanentes para a vida afora.
Como eu amo ler, vou falar um pouco e citar algumas mulheres de minhas leituras, umas conhecidíssimas, outras nem tanto, quem gosta de ler sabe que muitas coisas e personagens ficam gravados na mente e a leitura em si é um prazer, uma distração, uma experiência e um alimento ao conhecimento e ao saber particular de cada um!
Bom, começarei pela Ana Terra. Personagem da trilogia “O Tempo e o Vento”, de Erico Veríssimo, é uma mulher forte, como escreveu e/ou disse o próprio Erico. As personagens femininas desse livro são todas muito fortes e o lado psicológico delas é muito bem escrito e reflete não só a vida do próprio autor como eu tenho certeza que muita gente se identificou com esses sentimentos. Até hoje eu comento que com essa trilogia eu aprendi muito sobre a história do meu Estado, especialmente sobre as guerras entre “maragatos” e “chimangos” (guerras políticas), talvez até mais e com maior precisão de detalhes do que na escola. Ana Terra me marcou bastante e eu não esqueço algumas partes do livro (no capítulo que também tem seu nome) como, por exemplo, a parte que ela descobre sua sexualidade, que sente “coisas estranhas” e que acaba com a cena dela se entregando para Pedro Missioneiro na beira do rio (segundo minha professora de literatura: a melhor cena de defloração da literatura). Lembro-me também da cena em que ela, quando sua casa é tomada de assalto, se deixa aparecer, para que sua cunhada e sobrinho possam escapar, e acaba sendo estuprada. E também tem a cena em que ela própria, com uma arma (tipo espingarda) mata um invasor. Influenciou-me muito esse livro. Até mesmo utilizei, quando precisei de um codinome, o sobrenome Terra. E meu sobrenome (Bio – que minha amiga retirou de parte do meu nome) eu também conecto direto com esse livro, afinal, era o mesmo apelido de Toríbio (também era parte do nome dele), irmão de Rodrigo Cambará (outro personagem principal do livro).

E quem nunca ouviu falar de Capitu, a moça dos “olhos de ressaca”?? Uma das mais célebres (senão a mais célebre) personagens de Machado de Assis. Afinal, “Dom Casmurro“ é um livro quase sempre exigido para vestibulares, e também é bem conhecido (e muita vezes odiado) nas escolas de ensino fundamental e médio, afinal Machado é um dos nossos maiores escritores. Muita gente acha esse livro muito ‘água-com-açúcar’. Claro que é um romance, e admito que a linguagem, por ser antiga, não é lá muito fácil. Mas por mais enfadonho que possa ser, por descrever demais os detalhes, o livro apresenta um assunto atual e mostra como eram os relacionamentos na época. Eu mesmo já o li duas vezes. E quem não lembra das dissimulações e artimanhas de Capitu? Quem não a imagina? E quem nunca discutiu se ela traiu ou não Bentinho? Por mais “batido” que possa estar esse livro, Capitu atravessou e atravessa gerações, com seu olhar oblíquo e dissimulado, encantando muita gente e inspirando muitas coisas, como a recente minissérie “Capitu” da rede globo, e o filme “Dom” com Maria Fernanda Cândido.

Quem leu “O cortiço”, de Aluízio Azevedo, saberá de quem estou falando. Rita Baiana não aparece no início do livro, mas quando aparece, chega e arrasa! Mulata com ginga, Rita é como um símbolo da linda mulher Brasileira. Chega impondo sua presença, seu perfume e atraindo a atenção com sua beleza. Sua passagem no livro atrai a atenção para ela, corrompe maridos fiéis e deixa sua marca como personagem. Vale a pena ler o livro.

Vamos falar agora de Macabéa...sim, ela mesma, a doce e desgraçada Macabéa. Nordestina e desgraçada, pobre de corpo e alma, só poderia mesmo ter sido criada por Clarice Lispector, uma mestra das palavras. Ela que era datilógrafa e que teve o fim que teve, acabou na minha memória. Personagem principal de “A hora da estrela”, Macabéa tem uma trajetória de vida única, narrada no, se não me engano, último romance da autora, e se assim for, parecerá até mesmo um romance premonitório. Quem ler, vai entender!

Vamos às estrangeiras. Uma das únicas personagens principais do mestre do terror, Stephen King, Jessica Burlingame – Jessie para os íntimos – é personagem do livro “Jogo Perigoso”, o qual recomendo arduamente por ser um dos que mais gostei. Vocês podem estar se perguntando, mas que história de terror teria vivido essa moça?? E eu digo: terror psicológico de primeira qualidade, onde o passado vem assombrar um presente que atravessa a escuridão e o medo. E ela terá que se livrar do seu pior inimigo (ela mesma) para que possa sobreviver. E o jogo a qual o título do livro faz menção é um jogo sexual. Junte tudo e imagine o quão maravilhoso é o livro!

Eu meio que me apaixono por cada uma das personagens que acompanho...aiai! Terei que falar de Laurie Montgomery, médica-legista, e personagem principal dos livros “Cego” e “Cromossomo 6”, do também médico e escritor Robin Cook. Cook é especialista em thriller-médico, e esses dois livros podem ser lidos em seqüência, pois são com os mesmos personagens. Laurie é uma médica muito esperta que acaba entrando em contato com organizações criminosas, ou seja, a própria máfia nova-iorquina. Os livros de Cook são surpreendentes por ter apenas uma linha muito, mas muito tênue entre a ficção e a realidade, misturando ciência e medicina com suspense e romance.

Deixo isso como dicas e tenho certeza que se lerem esses livros, certamente se lembrarão futuramente dessas mulheres maravilhosas. Abraços!!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 07 e 11/06/2009).

domingo, 31 de maio de 2009

Um cara chamado Robin Cook!


Não teria palavras para descrever um dos meus ídolos, mas achei que finalmente estava na hora de contar um pouco dele aqui no blog. Ele se chama: Robin Cook.
Minha adolescência foi lendo alguns de seus livros e escutando muita Legião Urbana, sobre o trio de Brasília falo outro dia, pois hoje a postagem é de Cook (para os íntimos).

Aí vai algumas informações básicas:
Dr. Robin Cook (nascido em 4 maio, 1940, em Nova Iorque, Nova Iorque) é um americano, médico e romancista que escreve sobre medicina e os temas que afectam a saúde pública.
Cook é um graduado do Wesleyan University e Columbia University School of Medicine. Ele terminou a sua formação médica pós-graduação em Harvard. Ele divide seu tempo entre casas em Boston e de Nápoles, Flórida, onde vive com sua esposa, Jean, e filho.
Cook é autor de vários livros que viraram grandes sucessos. Dê genero mais para
ficção médica, o suspense predomina em suas estórias. Alguns o chamam de romancista por causa de suas novelas lançadas ou pelos filmes, ou pelos livros mesmo que sempre abordam assuntos bem atuais da nossa saúde pública com mocinhos e bandidos.

Alguns de seus livros:


Se puder, comece a ler hoje mesmo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pérolas de Vestibulares de Música

Bah, não dá para acreditar...

Eu sei que essas coisas que circulam pela Internet, não são mutio confiáveis, mas sempre leio essas "pérolas de vestibular" para rir um pouco, normalmente os alunos assassinam a língua materna, fco imaginando agora com o tal acordo ortográfico o que não vai ser.

Recebi essas pérolas por e-mail, e resolvi postar porque, tirando a veia cômica, fiquei muito indignado com o que li. Afinal, a língua portuguesa é mesmo difícil, o nosso ensino não é lá essas coisas (não que isso justifique), etc.. Mas essas pérolas são de vestibulares de música, então pensem comigo: essas pessoas tem um nível de ensino médio, no mínimo, afinal estão prestando vestibular, e no caso de música, muitas universidades exigemum teste prático muito antes do teórico para avaliar a pessoa. Então digamos que essas pessoas tenham passado no teste prático e tenham ido para o teórico. Isso quer dizer quese elas passaram no teste prático ao menos conhecem um pouco de música, teoria musical, ou ao menos conhecimento geral de música. Pensem agora que "normalmente" as pessoas ESTUDAM quando vão prestar vestibular e que "normalmente" existem itens nos editais que dizem "o que estudar, matérias que caem, assuntos pertinentes e as vezes até bibliografias", então quer dizer que esses asnos, ops, quero dizer, estudantes ESTUDARAM para escrever isso??

Além da total falta de coerência das frases, alguém que quer ser músico/musicista, que aprecia essa arte teria que conhecer um pouco mais a respeito dela e deveriam se envergonhar de "profanar" grandes nomes da música com tanta besteira (os coitados devem estar se revirando nos túmulos). Eu mesmo que não conheç música clássica, nem nunca estudei música, apenas assisti a alguns concertos/apresentações (gratuitos) de música, sei que é totalmente absurdo o que está escrito ali, como alguém que quer pertencer à música pode falar aquilo, acharam que podiam passar no "chute"? Seria melhor não escrever nada então...


Segue as pérolas...


1.Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja.

2.Handel era meio alemão, meio italiano e meio inglês.
3.Beethoven escreveu música mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem a Pastoral, uma MOSSA (moça) que poderia ser a sua Amada IMORTAU e inspirou ele a criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu por causa disto.
4.Uma ópera é uma canção que dura mais de 2 horas.
5.Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele.
6.O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel.
7.A harpa é um piano pelado.
8.Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto.
9.Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme "Amadeus".
10.A importância de "Tristão e Isolda" reside no fato de que é uma música muito triste. Mais triste que a "Tristesse" de SCHOPING.
11.Virtuoso no piano é um músico com muita moral.
12.Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel.
13.Música cantada por duas pessoas é um DUELO.
14.Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer.
15.Stravinsky revolucionou o ritmo com "A MASSACRAÇÃO da Primavera".
16.Carlos Gomes compôs a PRÓTESEFONIA do programa de rádio "A Hora do Brasil".
17."Carmen" é uma ópera e "CARMINHA Burana" é sua filha.
18.Muitos pesquisadores concordam que a Música Medieval foi escrita no passado.
19.A ópera mais Romântica é a Paixão de Mateus por Bach.
20.Tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as CANTADAS DI PROFANAÇÃO, que ele usou no palácio.
21.Meu compositor preferido é Opus.
22.Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, MAIS parece que ele não era chegado.
23.Cage inventou os 4 minutos de silêncio.
24.Suíte é uma música de danceterias barrocas.
25.Há uma espécie de Corais feitas por Bach, que se chamam Florais e são usados como remédios milagrosos.
26."Messias" é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitos aleluias.
27.Joseph van Damme, além da arte lírica, é adepto das artes marciais. Não assisti nenhuma ópera dele, mas tenho DVD de 3 filmes dele.
28.Os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV.
29.O regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente.
30."As 4 Estações" é o CD mais vendido da banda do Vivaldi, depois que fez sucesso num comercial de sabonete, que não me lembro o nome agora.
31.Os compositores Renascentistas reviveram a música, pois ela havia sido morta pela Inquisição.
32.As Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema.
33.A música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork.
34.O metrônomo foi inventado para os músicos não andarem depressa.
35.Barroco é uma palavra derivada de Bach.
36.Handel compôs muitas peças geniais para COURO.
37.Música atonal é aquela sem som ou que explora o não-som, mais ou menos quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, ALBANBERG e WEBERG.
38.Pierre Boulez e STOQUEHAUZEN são compositores contemporâneos. É raro ser contemporâneo, pois muitos contemporâneos não vivem até morrer.
39.A mais bela sinfonia é a ÓDIO À ALEGRIA de Beethoven.
40.Verdi, já diz o nome, tem sua cor preferida, mas compôs músicas de várias tonalidades.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 14/05/2009).

domingo, 3 de maio de 2009

Ônibusfobia

Era uma sexta-feira 13. Nunca liguei para essa superstição, apesar de ser místico, pois essa data sempre me foi de sorte porque quando eu troquei de escola para fazer a sétima e oitava séries do ensino fundamental (porque meu antigo colégio só tinha até a sexta série), soube, em uma sexta-feira 13 que minha melhor amiga da antiga escola iria parar a mesma escola que eu, porque a escola que os pais dela iam colocá-la por ser mais perto da casa deles não tinha mais vagas. Desde esse dia as sextas-feiras 13 têm conotação de dia de sorte para mim. Mal sabia eu que aquela sexta-feira 13 seria mesmo diferente.

Fui trabalhar normalmente naquela sexta, com uma camisa na minha mochila, e vestido uma calça e um tênis novo, com tudo premeditado para sair as seis e quinze da tarde e ir direto para uma formatura de uma ex-colega de trabalho e amiga, que estava se formando em Pedagogia. Sai do trabalho dois minutos mais cedo, para tentar pegar um ônibus antes, ou pelo menos garantir o que eu sempre pego até o centro. Desci no centro e procurei por outro ônibus que me levasse até o local da cerimônia, do outro lado da cidade. Informei-me com várias pessoas até que vi por mim mesmo um ônibus que ia para onde eu queria. Superlotado, como era de se esperar, afinal era horário de pico. Consegui chegar a tempo e ainda encontrei uma outra ex-colega que também tinha ido para a formatura, sentei do lado dela, afinal ela também era uma de minhas melhores amigas do meu outro trabalho.

A formatura foi um sucesso, uma bela produção, o auditório era enorme, lindo mesmo. Minha amiga entrou com uma música muito legal e estava muito bonita, apesar de eu estar no terceiro andar do auditório. Tinha dois telões, a decoração estava formidável e todo o pessoal, tanto as formandas quanto a platéia muito animados. Os parentes e amigos das formandas, quando elas entravam para receber o diploma, gritavam parabenizações seguidas do nome das mesmas, e até mesmo declarações de amor, sem contar que tocavam apitos e cornetas, usavam adornos como tiaras com antenas de borboletas, por exemplo. O juramento e o discurso dos dois oradores foram muito bonitos, seguidos dos discursos dos dois paraninfos (um paraninfo e uma paraninfa).

Antes de acabar o discurso da paraninfa, já eram dez horas, sendo que a formatura havia começado às sete e meia da noite. Mas eu estava acostumado a ir a formaturas e sabia que iria demorar, inclusive por isso que eu não confirmei presença na festa, que seria após a cerimônia, porque eu não tenho carro, e tendo que voltar de trem, não poderia voltar após as onze e vinte da noite. Sendo assim, disse a minha colega que eu teria que ir indo, pois teria que pegar um ônibus até o trem e depois o trem até minha cidade e ainda uma lotação da estação de trem até em casa, e pedi a ela que entregasse meu presente para a formanda e que desse uma abração nela falando que eu achara tudo lindo. Essa minha colega até me convidou para ficar na casa dela, alegando que tinha uma cama sobrando, mas como enquanto conversávamos durante a formatura ela me disse que iria para a praia cedo, eu preferi não incomodar, e depois, eu já estava mesmo programado para voltar para casa e dormir no sábado até que meu corpo despertasse em alguma hora da tarde. Desse modo, peguei minha mochila, dei um beijo de tchau, um aceno, e pedindo licença às pessoas do meu lado, saí. Tinha muita gente no saguão ali do meu andar, e muita gente na rua também. Entendo que estava um dia calor, que esse tipo de cerimônia seja demorada e para algumas pessoas, enfadonha. O que não entendo é porque as pessoas vão, se sabem que não vão assistir até o final, acho que se você foi convidado, não tem porque não prestigiar todo o evento. Até porque muitas vezes o formando convidou você deixando de convidar tantos outros.

Saindo pelo estacionamento, me dirigi até a parada de ônibus, isso eram dez horas e cinco minutos, e se o ônibus demorasse mesmo o triplo do tempo normal que eles demoram a passar por ali, eu ainda estaria no horário. Esse local da cerimônia é um lugar enorme, um complexo, com centro de eventos e convenções, um estacionamento gigantesco. Mas é muito longe do centro, e, embora e felizmente tenha dois postos de gasolina ali perto, um do lado e um em frente, é um bairro que eu não gostaria de andar de noite, sobretudo de mochila como eu estava, então fiquei muito satisfeito em ver que tinham pessoas na parada de ônibus, ainda mais que atrás dela tinha um terreno baldio enorme, cercado por algum pouco arame farpado. Mas meu ônibus começou a demorar, as pessoas foram saindo, pegando ônibus para as cidades vizinhas, ônibus que eu nem sabia que passavam por ali e que me deixaram cientes da proximidade das cidades vizinhas e ao mesmo tempo da distância do centro. Tinha uma mulher com sua filha, que estavam ali há algum tempo quando eu cheguei, e eu imaginei que como não tinham pegado nenhum dos muitos ônibus que tinham passado até então, que iriam para o centro como eu. Quando elas pegaram o ônibus que passou em seguida, e ficaram apenas eu e um senhor na parada, perguntei a ele se ia para o centro, e ele respondeu que não, dizendo ao mesmo tempo que achava que o ônibus que eu queria não passava mais naquele horário. Aí eu comecei a ficar nervoso. Liguei do meu celular para casa, explicando a situação e perguntando o que eu poderia fazer já que estava sem dinheiro, apenas com a passagem do ônibus de volta. Meu padrasto disse para eu tentar pegar um outro ônibus com a passagem que eu tinha, apesar de eu achar que não aceitariam aquele tipo de vale-transporte por ser de outra viação. Desliguei, e quando voltei para a parada, perguntei para o senhor que ainda estava lá à espera, qual outro ônibus daqueles poderia me deixar no centro. Ele disse que nenhum daqueles ia satisfazer minha necessidade e me apontou uma rua, do outro lado do centro de eventos, onde eu deveria pegar um ônibus ao qual me indicou o nome. Agradeci e comecei a contornar o centro de eventos, que como eu disse era muito grande, e aquele trecho estava escuro, o que significa que eu estava andando bem rápido, o que já é o meu costume. Dobrei na rua indicada e felizmente a parada de ônibus ela logo ali, e em frente a um dos outros portões de saída do centro de eventos, mas, pela placa das ruas, pude concluir que estava em um bairro muito mais longe e muito mais perigoso do que eu gostaria. Não posso reclamar, afinal a parada tinha gente e um bar iluminado e aberto atrás.

Mas o horário, dez e quarenta, estava me deixando cada vez mais aflito, e torci para que qualquer ônibus passasse rápido. Não posso dizer que ele demorou, mas para a minha pressa, certamente não veio instantaneamente como eu queria. Mas foi o primeiro ônibus que passou por ali, e era o indicado pelo senhor da outra parada. Logo entrei, perguntei ao cobrador qual a primeira estação de trem por que ele passaria, e ele não em ouvindo, repeti a pergunta, ao que ele me informou que nesse horário, só na última estação. Entrei, sentei no fundo do ônibus, e torci para que ele andasse rápido. Quanto mais o ônibus andava, mais eu ficava nervoso, pois me parecia que ele entrava cada vez mais para dentro daquele bairro perigoso e as poucas pessoas que tinham no ônibus foram saindo, o que eu achava muito estranho. Quando saiu o último passageiro, me dirigi ao cobrador, que já estava fechando as janelas e perguntei a ele se o ônibus não estava indo para o centro, ele disse que não, que eu peguei indo para o bairro, e apontou que o que ia para o centro era o que estava parado ali no final da linha agora. Mas só agora que ele me diz isso! Internamente eu estava fervendo de raiva, mas calmamente, ou talvez até expressando um pouco de nervosismo, pedi que me devolvesse o vale-transporte que eu tinha dado para entrar no ônibus quando entrei, pois não tinha mais nada, e não teria como pagar o outro ônibus. Ele gentilmente foi comigo até o outro ônibus, acordou o motorista e pediu a ele que me desse carona para o centro, pois eu tinha pegado o ônibus errado. O motorista acatou sem discussões o pedido, só pediu que eu entrasse pela porta de trás, o que eu fiz, me sentando quase no fundo do ônibus, e grato até o último fio de cabelo, pois o ônibus saiu imediatamente em direção ao centro, me tirando de um final da linha muito sombrio, numa rua tão estreita e escura como eu nunca tinha visto ser um final de linha.

Agora já faltavam apenas cinco minutos para as onze horas, mais ou menos. E nesse dia, eu conheci acho que não só uma vila, mas duas ou três, pois o ônibus rodou muito e cada vez que eu achava que chegaria a um lugar que conheço, ele continuava a desfilar por entre as ruelas de uma parte da cidade que eu preferiria nunca ter conhecido. O que me deixava um pouco melhor era que começou a entrar gente, afinal o ônibus estava indo em direção ao centro. Chegando ao centro, desci rápido e ainda consegui ver o último trem saindo da estação e o guarda lavando a entrada da estação de mangueira em punho. Por onze minutos, mais ou menos. Desespero! Tentei achar um algum vendedor de vale-transporte para vender meus vales de trem para ter dinheiro para tentar pegar um ônibus até a minha cidade, o que claro, não encontrei.

Nova ligação para minha mãe. Avisando que não tinha alternativa a não ser que meu padrasto me buscasse. Falei com ele, que me sugeriu pegar um táxi até em casa, que ele deixaria dinheiro sobre a mesa para eu pagar o taxista. Não era o que eu esperava ouvir, nem acho que qualquer pessoa que passa por uma pressão emocional desse tipo sem ter culpa esperaria. Só queria que alguém me buscasse ali. Mas, bem ou mal era um jeito de resolver o problema.

Não menos calmo, fui à procura de um táxi no centro. Era perto, só tinha que atravessar duas ruas e dobrar, e logo em seguida tinha um ponto com vários táxis. Ao atravessar a primeira rua, quase correndo, afinal as onze e meia da noite, o centro não é nada cheio, fui puxado pela mochila por alguém surgido do nada, da escuridão daquela ruela. O puxão foi tão forte que arrebentou uma alça da minha mochila e quase me derrubou. De tão apavorado, não consegui gritar, tentei me desvencilhar, mas a pessoa, provavelmente um homem pela estatura e força, mal me deu tempo, me tapou a boca e me esmurrou contra a parede, me dando dois socos, um no estômago, um no rosto e uma coronhada com o revólver, que eu não vi, só senti o cano frio na hora da paulada. Caí, sem fôlego, se forças e só não desmaiei não sei por quê. Não satisfeito em me roubar a mochila e me deixar inerte e esfolado, pela pouca visão do meu olho machucado, o vi tirando uma faca do bolso. Tentei me mexer, consegui me arrastar apenas uns sessenta centímetros até levar a primeira facada. Apenas um gemido contínuo e fraco saiu de minha boca nas 22 facadas seguintes. Ainda o vi se afastando tranquilamente com minha mochila e tudo que eu tinha nos bolsos. Senti o meu sangue gelado, escorrendo por toda a calçada ao mesmo tempo em que ia perdendo a consciência.
CURIOSIDADE SOBRE O CONTO: Se chegaram até aqui, é porque gostaram, então saibam que tudo, tudinho - exceto o último parágrafo - (na verdade peguei um táxi e voltei para casa) é verdade. E notem que o nosso calendário mudou a foto (lado superior esquerdo do blog!) Esse mês quem posa é o Alexandre com a foto em homenagem ao dia do trabalhador!
Abraços a todos!



Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 15/02/2009).

sexta-feira, 1 de maio de 2009

PARABÉNS PELO DIA DO TRABALHADOR!!!

Música: Trabalhador
Composição: Seu Jorge

Está na luta, no corre-corre, no dia-a-dia
Marmita é fria mas se precisa ir trabalhar
Essa rotina em toda firma começa às sete da manhã
Patrão reclama e manda embora quem atrasar

Trabalhador
Trabalhador brasileiro
Dentista, frentista, polícia, bombeiro
Trabalhador brasileiro
Tem gari por aí que é formado engenheiro
Trabalhador brasileiro
Trabalhador

E sem dinheiro vai dar um jeito
Vai pro serviço
É compromisso, vai ter problema se ele faltar
Salário é pouco, não dá pra nada
Desempregado também não dá
E desse jeito a vida segue sem melhorar

Trabalhador
Trabalhador brasileiro
Garçom, garçonete, jurista, pedreiro
Trabalhador brasileiro
Trabalha igual burro e não ganha dinheiro
Trabalhador brasileiro
Trabalhador

sábado, 4 de abril de 2009

Memória de minhas putas tristes

Hoje é a minha vez de meter o pau (sem deboche, ok!) no livro das putas. Como nós 4 do blog lemos o tal livro, cada um vai por a sua crítica a respeito aqui (duvido que tenha algum elogio, rsrs). Não li o que a Vê escreveu, porque não queria que influenciasse a minha opinião, apesar de termos conversado a respeito já, e eu já sabia que ela não tinha gostado, como eu. Mas para o post, minha opinião está intacta!

Depois de minha amiga alugar e me emprestar o livro “Crônica de uma morte anunciada”, de Gabriel García Márques, me deu vontade de ler mais alguma coisa do mesmo autor. Depois eu li um de contos “Os funerais da mamãe grande”, que não gostei muito. Minha amiga aproveitou a onda para pegar o “Memórias de minhas putas tristes”, que eu logo quis ler, porque desde que quando lançaram e eu o vi na livraria achei que seria bem interessante, apesar de nunca ter ouvido uma crítica boa do livro de um amigo.

Depois de ler eu descobri porque quem leu não gostou! Eu não só não gostei como não recomendo. Quando eu li sua resenha pela primeira vez achei que seria muito legal, porque falava de um senhor que na oportunidade de seu aniversário de 90 anos se daria de presente uma noite louca de amor com uma virgem. Gostei do assunto e fiquei pensando como seria abordado. Será que a história seria parte da autobiografia do autor? Será que o personagem tinha algum fetiche? Alguma fantasia que levaria a cabo aos noventa anos porque afinal de contas ninguém tinha mais nada a ver com seu resto de vida? E se fosse assim como ele faria?? Afinal a lei da gravidade é ativa para todos, ou não??? Depois pensei que seria como um monólogo, um senhor, relembrando todas as “putas” por onde já andou. Mas porque as putas é que eram “tristes”? Não seria ele quem deveria estar triste com as recordações que não voltam?

E nem com essa imaginação tão fértil eu obtive sucesso. O livro não falava de nada disso ou qualquer outra coisa parecida. Era diferente, e isso seria bom se não fosse tão ridículo. Quem não leu o livro e pretende ler (meus pêsames!), não leia daqui para frente porque falarei sobre a história. O velho era um tipo de jornalista e era, ou se considerava tão feio que andava em tudo que é “puteiro”. E conta a história de quando ele fez noventa anos e resolveu, como já disse, se dar uma “louca?” noite de amor com uma virgem. E tinha que ser virgem. E como ele cliente de uma “casa de tolerância” onde a cafetina era sua amiga, ele pediu que ela providenciasse tudo. O livro explicitou que foi “muito”, “muitíssimo” difícil achar uma ninfeta virgem hoje em dia (o que é verdade, rsrsrs). Mas ela pegou uma pobre coitada, que realmente era pobre e coitada, e fez com que ela esperasse ele no quarto. Quando ele chegou lá ela estava dormindo e ele ficou enternecido com a nudez linda da moça (que na verdade tinha apenas 14 anos), e apenas se deitou ao lado dela sem acordá-la e ficou ali, sentindo o respirar dela, etc. etc. E inventou, sim eu disse inventou, que o nome dela deveria ser “Delgadina” (coitada!), apenas porque ele gostava de nomes grandes! Depois voltou para casa, isso sem ela ter sequer acordado. Daí decidiu que queria de novo e isso se repetiu por mais uma ou duas vezes. Ele ia, ela estava dormindo e nada, nada, eu disse nadinha de nada, acho que sequer um toque! Isso que ele planejara uma “louca noite de amor”, ou seja, a resenha é no mínimo enganosa. E não venham me acusar de querer que o livro seja erótico. Não é nada disso, apenas acho que a história não foi sequer interessante! Nada aconteceu, em qualquer aspecto, e depois desses encontros ele ficou meio apaixonado e começou a escrever umas cartas de amor para a coluna que ele tinha no jornal, a escrever umas coisas modernas, ao que todos se surpreenderam porque ele sempre fora conservador. E também nessa parte a polícia bate lá na “casa da luz vermelha”, e a cafetina foge e o velho fica desesperado porque não tem mais como ver a tal Delgadina (dá para acreditar que ele queria ver ela “dormir” de novo?) e quando a cafetina volta, dá a entender que “vendeu” a virgindade da moça para se livrar da polícia, das contas, ou para não fecharem de vez seu estabelecimento (algo assim). Mas não fala claramente e o leitor que imagine o que quiser. O que te dá ainda mais raiva, porque depois de ela ficar virgem o romance todo (para mim a vagabundinha dormia de propósito, ou o pior, fingia que dormia, pois tem uma parte que ele escreve um recado para ela no espelho do banheiro com batom, e no outro dia aparece outra coisa escrita, mas ninguém sabe quem foi e consta que a guria “dormiu” o tempo todo, coisa que também o leitor que entenda como quiser) a cafetina vai e dá a entender que está pouco se lixando para a paixão do velho ou tampouco para a pobre coitada. E simplesmente acaba.

Não, não gostei. Se fosse algo parecido com o que imaginei seria melhor a meu ver. Mas pelos comentários à crônica da Verônica, vi que fica meio a meio. Tem gente que gostou. Ok, cada um na sua, rsrsrs. Vamos ver se leio algum outro dele para tirar a má impressão. Talvez “Cem anos de solidão”.

Quanto ao nosso calendário, resolvemos ter um surto de criatividade e fizemos isso. Espero que gostem tanto do resultado quanto eu gostei de fazer. Foi muito divertido. Como a Vê já falou, vamos postando no canto superior esquerdo do blog, conforme os meses vão passando. Em abril ficou a páscoa, ao qual desejo uma ótima para todos os leitores. E o dia do beijo. Que dispensa comentários. Imaginem beijos e chocolates! Realmente não tem nem o que falar! É bom demais!

Abraços a todos!


Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 04/04/2009).

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Calendário 2009

Nós, do blog Desarranjo Sintético, estamos desenvolvendo um calendário com duas datas especiais, uma data bem popular e a outra nem tanto, para cada mês. Postaremos sempre a esquerda da parte superior do blog conforme os meses forem passando o nosso calendário.
















Neste do mês de Abril, a Verônica fará as duas versões do calendário 2009 com as datas: 12.04.2009 - Páscoa e 13.04.2009 - Dia do Beijo. Serão escolhidos aleatórios quais serão postados entre os dois. Nos próximos meses terá outros participantes do blog com fotos suas postadas no calendário.

Acompanhe as fotos dos nossos calendário. São bem criativos e claro, sempre, bem engraçados.
Abraços!!! Fotos tiradas em 29.03.2009.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Memórias de minhas putas tristes - Gabriel García Márquez

Este livro possui um grande nome: O nome do autor do livro. Sem ele, o tal nome, não teria feito tanto sucesso. Estou certa de que a leitura incentiva, influência e pode até transformar uma pessoa para novas escolhas, novos caminhos, novos pontos de vista e novas maneiras de agir. Porém recebemos bastante e-mail com atos de violência praticados inclusive em nossas crianças. Alguns chamam de pedofilia.

Quando leio um livro posso escolher a realidade ilusória na qual vou embarcar por uma ou duas semanas, depende do tamanho do livro. Mas quando nem a capa e nem o resumo do livro dizem especificamente sobre o que se trata (no meu caso eu não quis acreditar no que estava lendo e resolvi ler toda a obra para ter certeza) a obra, ficamos no tal suspense.

Fui lá e li o livro.

Confesso novamente que não faltaram avisos, inclusive do Alexandre e do Fábio meus parceiros do Blog, para não ler esta literatura tão refinada de palavras que destilam o amor de um velho por uma menina. Sabe quando custa para acreditar? Pois é, foi o meu caso.

Até aí não é novidade, mas deseja - lá do jeito que veio ao mundo só por causa da situação de miséria na qual a menina vive, é desumano.

O ser humano em vez de ajudar os outros ele explora os mais fracos. Pratica que ocorre desde o início de nossa civilização, mas aceita - lá nos dias de hoje é concordar e assinar em baixo que nossa civilização não evoluiu.

Insisto isto acontece freqüentemente em vilarejos de uma miséria inimaginável, porém visível em todos os lugares, mas ler que uma menina de 14 anos tem que perder a virgindade para um velho de 90 anos satisfazer um desejo, se dar de presente de 90 anos... quem sabe morrer depois de uma noitada se lambuzando de pureza, pecado, perversão, satisfação pessoal, PEDOFILIA...

Lógico que teve um motivo muito forte para a menina fazer isto, ajudar financeiramente a família.

E o amor do pedófilo, nome na qual não é referido em nenhuma estância ao nosso “mocinho”, é a coisa mais linda do mundo, segundo a descrição do livro. Depois disto vai ainda ler o livro? Eu avisei.

Resolvemos que todos do blog iram postar algo sobre este livro para não ficar somente a minha impressão desta leitura. Aguarde e comentem.


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 10/02/2009).

domingo, 15 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

Orgulho de Esteio

Estava na Feevale, em pleno sábado de manhã no campus um, quando terminou a minha aula de Libras e fui até o bar local para comer algo, pois teria ainda pela tarde uma atividade no coral, então teria que fazer hora e porque não lá mesmo né?!!
Foi quando encontrei grupo de pessoas bem humoradas num sábado, depois da aula, parecia até miragem (brincadeira rsrsrs...), e a TV que estava na minha frente, lugar que eu escolhi a dedo, passava o Garota Verão 2009.
Na hora pensei o mesmo que uma guria entrando no bar aos gritos falou: - Bah! Garota Verão! Faz uns cinco anos que não vejo isto.
Precisava passar o tempo que outro jeito havia. Melhor era ficar ali mesmo tendo em vista que já tinha ido à biblioteca e me perdido lá dentro (que vergonha dizer isto, mas me encontrei logo em seguida), fora que tinha que forrar o estômago.
Foi quando na RBS anunciaram as vencedoras, perdi a apresentação delas e os desfiles, enfim tudo que não fez falta.
E aí ouvi o nome da guria que havia ganhado como 2ª princesa e pensei: Bah que droga deve ser ganhar 2ª princesa estando ali depois de ter chegado tão longe, podendo ter ganhado o título de Garota Verão 2009, porém poderia ter ido tão longe e não obter ganho nenhum, aí seria bem pior.
Aí quando falaram que a Garota Verão 2009 seria anunciada, todo o pessoal do bar começou a pedir silêncio e levantaram o volume. E comecem as apostas:
- Vai ser aquela baixinha lá.
- Não é muito feia.
- Sempre ganha uma loira, é ela sim.
- A câmera sempre foca quem vai ser antes.
- Não vai ser a outra lá da ponta.
- Não é a terceira daqui para cá.
Foi quando para o silêncio geral da galera e um sorriso involuntário em meu rosto, corando minha fase, anunciou o nome da Garota Verão 2009 junto com sua cidade natal chamada ESTEIO.
Aí meu orgulho se “desinflou” quando ouvi perguntarem:
- De onde?
-Hã? Esteio?
Mas depois voltei a sorrir de novo.
O nome da Garota Verão?
Não importa, é de Esteio!

Parabéns Juliana Muller, acompanhem mais no site
http://www.clicrbs.com.br/garotaverao/jsp/default.jsp

Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 07/03/2009).

domingo, 1 de março de 2009

Afinal, quem são os cúmplices?

Temos amigos, família, animais de estimação, namorados (as), maridos, esposas, rolos e por aí vai, mas quando se trata de cúmplices, quais de vocês têm um? Eu descobri semana passada que havia um em minha vida. Sempre relutei, afinal de contas não acho que é muito bem visto, mas sabia que ele iria me encontrar, assim como já me encontrou outras vezes. Desta vez não fugi, nem deixei ela fugir.
Tudo aconteceu no meu trabalho, sou novata, aí começam os problemas. Agente não sabe como chega no pessoal, se dá aquela batidinha nas costas e pergunta: Tá boa filha? Isto ficaria um pouco fora do contexto. Ou então perguntar da família ou aonde vai para almoçar. Como é feito o pagamento e quando você vai receber (foi a primeira pergunta que quis fazer, mas tive que me conter e perguntei primeiro o nome das pessoas).
As pessoas daqui, ou melhor, meus colegas de trabalho são legais e aí começa a fofoca. Você ouve uma coisa de cicrano que falou mal do fulano e que destratou beltrano. Caí num ninho de cobras, mas qual lugar não é assim? As pessoas se toleram e se respeitam na medida do possível é claro.
Sabia que tinha que pousar de boa moça-que-fica-depois-da-hora-ajudando-os-outros-a-fazer-serviços-deles. As pessoas precisavam me amar (desculpa me lembrei do Baby da Família Dinossauro). Foi aí que precisava do sábado de carnaval que a minha empresa tanto fez que vai trabalhar nele, mas eu não queria. Alguns funcionários não iriam vir, pois é tudo feito por escala e puta-que-me-pariu eu tava escalada. Mas foi aí que meu cúmplice apareceu.
Bela e bondosa moça. Ajudou-me com suas artimanhas a me livre deste castigo (ainda mais que tinha reservas numa pousa de Torres) e tanto fez que conseguiu. Ela pode. Faço o que ela manda, ajudo-a no que precisar no trabalho. Cúmplice é assim, ela não me cobra de fazer nada nos fim de semana ou porque que não a convidei para ir a tal lugar. Lógico que amo os meus amigos, mas já pensou em ter cúmplices?
Eles te ajudam na hora que mais precisa assim como um dia vão precisar de você também. Vale a pena pensar no assunto.
Os.: Torres estava demais.


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 18 e 27/02/2009).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Inícios e Fins...Um ciclo!

Quero continuar com algumas divagações sobre novelas, já que minha amiga Verônica estava falando nisso na postagem anterior. Primeiro eu quero falar uma coisa que eu lembrei que queria dizer aqui, mas sempre esqueci: que o nosso layout foi trocado por nada especial, apenas porque nós estávamos cheios e porque achamos legal “mudar a cara” dele - do blogue- de vez enquanto! Segundamente eu gostaria de dizer que ando postando pouco desde o final do ano porque ando com problemas técnicos no meu computador de casa e não tenho mais acesso no trabalho, portanto está muito difícil acessar, então quando meus amigos(as) não conseguem postar nada, nem eu, ficou um pouco offline, e então eu decidi que como já era dezembro, fazer de conta que eram “férias” virtuais, e mesmo agora com o problema continuando (esses computadores, têm vida própria, vocês blogueiros sabem né?) estou tentando fazer o melhor para não deixar o blogue desatualizado e espero voltar rapidinho a visitar todos os meus blogues queridos! Satisfações dadas, gostaria de agradecer o carinho daqueles que mesmo eu não conseguindo ir visitá-los, têm dado uma olhada e uma bela comentada no nosso blogue! Fico muito feliz, porque depois dessa folga, ainda mantive uma média de mais ou menos 3 a 4 visitantes por post! Pode ser pouco, mas o que importa é a qualidade e quero que vocês, isso mesmo!, VOCÊS que nos visitaram, saibam que são muito especiais e queridos aqui nesse blogue!
Voltando às novelas, eu não gosto de novelas, já olhei muito, há tempos atrás, olhava inclusive a das sete, além da das 8, que na verdade é das 9. Mas hoje se tiver outras coisas para fazer, eu dispenso. Acho que a TV é um instrumento de mídia muito utilizado na nossa cultura para entreter, e com isso às vezes acabamos olhando o que estiver passando, mesmo que seja menos por gostar do programa do que para se distrair. Para mim é como um exercício de não me deixar levar pelo impulso que de olhar TV, ou de selecionar e filtrar o que olho. Afinal basta não olhar ou trocar de canal, aqui no RS tem o canal 7, que é a TV cultura, que tem uns programas bem interessantes, culturalmente falando. Venho tentando reciclar e por na prática coisas que falo, afinal não pretendo ser hipócrita e hoje em dia, olhar o big brother é uma coisa que me orgulho de não fazer e não sentir qualquer falta!
E falando em finais de novela, não sei onde li isso, mas alguém disse que finais de novela unem todo mundo, porque todo mundo pára para ver. Até concordo, afinal de contas não se precisa olhar toda uma novela para entender a trama, basta um capítulo, e em particular essa última novela, a tal da “A Favorita” na minha opinião mudou bastante o final, não ficou aquela coisa de deixar tudo para o último capítulo e ter sempre casamentos, gravidez, acerto de contas, mortes, etc.. Os acertos foram se desenrolando durante as últimas semanas. Eu, como disse, não gosto de novelas, não acompanho, mas às vezes olho, como por exemplo, essa nova novela das 8, “Caminho das Índias” têm marcado minha hora de ir para a cama, pois bem como a minha amiga Verônica - do post anterior – também troquei de emprego, e nesse novo emprego não tenho mais acesso a quase nada de Internet, e também é um pouco mais longe, então acordo mais cedo! Então, meu ano começou muito bom, não posso reclamar de nada, não é! A novela acabou, o ano também e o novo ano começou com um novo emprego para mim! Mas as coisas são assim, cheias de inícios e fins, são ciclos que se iniciam e se fecham, acho que o importante é que fechemos um para poder começar outro livres! Eu nunca fiz isso de no ano-novo fazer “promessas”, até porque parece que essas promessas são sempre hipocrisias, são só uma medida paliativa momentânea para deixar a própria consciência tranqüila e enganar a si mesmo, e eu não sou disso, se fosse prometer algo assim, tentaria ao máximo cumprir. Daí vão me dizer, ah então já que tu não cumpre é por isso que tu não promete, né? Não tem nada a ver com isso, eu não prometo nada porque para mim isso de “promessas de ano-novo” nunca foi uma tradição, nem para mim, nem para minha família.
Só um adendo ao meu "pequeno" texto: As novelas, na realidade, são apenas a ilustração da vida real, até porque clichês chamam mais atenção, por isso as novelas são todas parecidas, porque a criatividade e a mudança não agradariam a maioria do público, é como uma designer que quer fazer um cartão de visita ou um convite diferente e não consegue porque o cliente não gostou da arte do cartão, o maldito cliente só vai gostar quando for uma arte óbvia, clichê, sem criatividade nenhuma do designer ou mudança inserida ali. Claro que isso não é regra, mas acontece muito por aí! Bom, acho que já divaguei demais sobre tantos assuntos misturados que vou parar por aqui antes que deixe vocês malucos...rsrs. Espero que todos tenham tido excelentes festas de fim de ano (se quiserem me contar como foram as suas festas será uma boa pedida!) e que tenham tido ou estejam tendo ótimas férias (que sempre são boas pedidas também, afinal a maioria de nós espera ansiosamente por férias!)!! Um grande abraço a todos!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 07/02/2009).

Desarranjo Sintético

Desarranjo Sintético
"Era um grande nome — ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele." Mario Quintana