Por muitas vezes fico imaginando que antigamente era bem mais fácil ‘inventar’ coisas ‘novas’, uma vez que ‘muitas’ coisas não existiam. Sempre penso que hoje em dia parece existir ‘de tudo’, como se quase tudo ou tudo já tivesse sido inventado. Claro que isso é uma paranóia minha, mas quando penso nisso sinto uma verdadeira impotência nesse sentido ‘inventivo’. Reafirmo minha paranóia, afinal de contas todos os anos são ‘inventadas’ muitas coisas (e muitas inúteis – não existe nada mais divertido do que ler a respeito das ‘engenhocas’ já inventadas e patenteadas pela humanidade), e descobertas muitas outras.
E era nesse ponto mesmo que eu queria chegar. Olhando ao “Fantástico – O Show da Vida – risos” ontem, descobri que cientistas (japoneses entre outros - o que é normal rsrs), estão testando uma máquina de ressonância magnética que transmite para o computador o que você pensa. Sim! Isso mesmo, ela lê seus pensamentos. Os testes por enquanto são simples, eles fazem a pessoa dentro do aparelho olhar para imagens como quadrados, figuras simples, e pedem para pensarem naquilo, e o resultado é passado para o computador. E por incrível que pareça, o computador registrou – meio embaralhado é verdade – com uma precisão que não deixa dúvidas de que ele leu exatamente a mesma figura em que a pessoa estava vendo e pensando. E tem um japonês que está no caminho para inventar uma máquina que leia e registre os nossos sonhos. Coisa que para mim seria interessantíssimo, já que nunca lembro patavinas do que sonho - o que talvez também não seja tão ruim, afinal quando eu lembro são sempre pesadelos horríveis.
Esses e outros avanços tecnológicos e científicos provam ainda uma terceira vez que é paranóia minha pensar que quase tudo já existe, afinal a cada dia se descobre que estamos olhando para coisas novas – nem sempre boas. Os avanços da genética e da biotecnologia, por exemplo, são muitas vezes fantásticas e delirantes, mas em compensação outras vezes são assustadoras: como no caso do cientista que teve a idéia de exterminar a dengue criando mosquitos machos da dengue geneticamente modificados e espalhar as cobaias por aí, para que se reproduzam com as fêmeas e assim essas gerem mosquitos sem asas – eliminando assim as chances de infecção. Não deixa de ser uma solução, mas se eu sou paranóico, esse cientista é meio bizarro.
E para encerrar, uma frase de que eu gosto muito: “Criatividade é Tudo”.
Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 29/03/2010).
