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Fábio e Verônica, Verônica e Fábio. Um escritor e uma musicista, pelo menos aspirantes a isso rsrs! Amantes das letras, dos sons e de tudo que é arte! Amigos acima de tudo! Fizemos esse cantinho para dividir nossas idéias e ideais aos olhos da Net!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama

Esse é o nome do cara. As pesquisas estavam corretas e os americanos ganharam como presidente Barack Obama. Vi muita gente aqui feliz por isso. Muita gente que estava torcendo por ele. Creio que essas pessoas pensem como eu, que não estava propriamente “torcendo” por ele, primeiro porque não sou muito simpatizante dos estadunidenses, depois porque o Obama estava sempre na frente mesmo. Mas essas pessoas que estavam torcendo, bem como eu, sabem que o que acontecesse lá teria reflexos aqui, bem ou mal. Ainda mais com a atual crise. Outra coisa, talvez a mais importante, é que Obama é Democrata. Isso contou muito para sua vitória. Afinal todos sabem que o Bush é Republicano. Ponto a favor dos Democratas. Afinal a popularidade do Bush nunca foi grandes coisas, sempre esteve em baixa com o negócio do Iraque e essa crise com certeza fez com que piorasse.
Obama é o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. Isso sim eu considero um fato importante, ainda mais em um país com a história de racismo que os Estados Unidos têm. Obama é mais do que isso, é um símbolo, um símbolo de jovialidade e esperança. Um símbolo de mudança. Eu espero que não aconteça o que aconteceu aqui no Brasil, do pessoal apostar as fichas no presidente Lula, de ele ser o símbolo da pobreza, do povo, da melhoria, da mudança, da esquerda que vai levantar esse país e no fim das contas a oposição virou governo e tudo está praticamente igual (com os créditos para as devidas melhoras e pioras). Mas a transformação esperada e merecida que todos queriam não ocorreu.
Espero que a palavra “esperança” por lá seja interpretada no sentido de “ansiedade que algo aconteça” e não apenas no sentido de “esperar, esperar e continuar esperando”. Se for, será bom para todos nós.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 06/11/2008).

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Show - Banda AMITIS / Sapucaia do Sul

Livro de Moacyr Scliar - Por Verônica Elias

Estou lendo um livro chamado "Dicionário do viajante insólito" de Moacyr Scliar e não posso deixar de dizer que obtive até então movimento faciais nos músculos da boca em determinadas horas. Nunca fui sua fã nem devota a tal literatura, mas não sei por que achei atraente o livro e trouxe para casa. Não agüentei. Li ele, uma boa parte dele, dentro do ônibus e assim estamos: Ele me mostra suas estórias e eu me revelo por suas mil facetas. O livro porta vários contos, ou melhor, de A até Z, seguindo o nome de cada crônica e ou conto com sua respectiva letra por ordem alfabética.
Nele ainda tem citações relacionadas com os assuntos abordados, entre eles:

“Viajar expande a nossa capacidade de simpatia, redimindo-nos da reclusão e da modorra dos limites da nossa personalidade.” (José Enrique Rodó)

“Não é porque o asno viaja que ele volta um corcel.” (Thomas Fuller)

“Há dois tipos de viajem: ou a gente viaja de primeira classe, ou viaja com as crianças.” (Robert Benchley)

“É mais fácil arranjar uma companhia de viajem do que se ver livre dela.” (Peg Bracken)

“Todos os caminhos levam a Roma, mas cada dia o engarrafamento é pior.” (Millôr Fernandes)


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 31/10/2008).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Bancos de Esperma

Eu gosto muito do canal “Record News”, é uma espécie de canal de notícias 24 horas, aqui pega no canal 18 UHF, meio chuviscada a imagem, mas nada que não dê para ver. Esses dias estavam passando uma matéria a respeito de bancos de esperma e no final eu fiquei sem saber ao certo que opinião eu tinha sobre isso.
A reportagem era sobre mulheres que tinham engravidado através desses bancos de esperma. Algumas tinham maridos, mas não podiam ter filhos e o marido concordara que a mulher engravidasse dessa forma (eu achei super corajoso e compreensivo da parte do homem, afinal a mulher dele ia pôr esperma de outro homem para ter um filho seu – que na verdade, tecnicamente, seria filho desse outro homem, então em vez de adotar, ele aceitou que a mulher fizesse assim para poder, como ela provavelmente queria, estar grávida), outras se utilizaram desse jeito por serem lésbicas, e creio que certamente deve ter as que usaram esse artifício por quererem fazer uma “produção independente” (dessas eu tenho um pouco de pena, afinal a criança poderia ter um pai, e o mais provável é que a mulher queira fazer assim apenas por ter sofrido muito no amor, e desacreditado, e ninguém deveria desacreditar no amor, afinal é o poder mais forte que existe).
O interessante é que uma dessas mulheres inventou um saite com banco de dados, com o fim de localizar os pais que quisessem se identificar. Afinal acredito que muitos filhos querem pelo menos saber quem é o pai, mesmo que isso não responsabilize o homem por nada (a lei assegura isso aos doadores.). Nesse sistema do saite consta qual banco a mulher buscou sua amostra de esperma, qual a identificação do doador (os homens são identificados apenas por letras e números) e deixam espaço para que os homens, caso queiram, escrevam alguma mensagem, conversem e até troquem contatos. Apareceram casos de duas mulheres, uma com 5 e outra com 2 filhos, do mesmo pai, que se encontraram através desse sistema.. Eu não entendo bem o porquê disso, afinal a intenção da mulher que engravida dessa forma é não saber o pai. Creio que a curiosidade fala mais alto. E o direito dos filhos, claro.
O que me ficou um pouco menos esclarecido nisso tudo é o papel do homem que doa. Não sei se concordo com isso. Até porque tudo gira ao redor do vil metal. Sim, o caso é apenas dinheiro. Eles doam porque pagam por isso. OK, muitos me dirão que já que tanto
esperma é desperdiçado e que o corpo é de cada um que façam o que quiserem, mas para mim não é só isso. Afinal existe tanta comida sendo desperdiçada e nem por isso doam (o que é uma pena). Fico pensando que o que importa é a intenção. Uma coisa é doar para de repente ajudar alguém, outra coisa é doar mais de 200 amostras (como no caso da reportagem), o que para mim só pode ser pelo dinheiro, e ainda achar natural, achar mesmo depois de ver os “filhos” que sente uma sensação “como se aquelas crianças não tivessem nada a ver com ele” e saber que pode ter mais de 200 filhos pelo mundo afora.
Claro que eu respeito a decisão de cada um e cada um faz o que quer, mas para mim é, no mínimo estranho. Se pensasse em doar algum dia, teria que ter uma conversa ferrenha com minha consciência, e é bem provável que ela ganhasse.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 29/10/2008).

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Idealizações

Não sei se vocês já perceberam, mas normalmente a gente não só julga as pessoas antecipadamente, como achamos que cantoras, atrizes, e artistas em geral devem ser como nós, pensar como nós, agir como nós, em suma serem “bons”.
Eu não sei vocês, mas eu adoro ler biografias, então volta e meia conheço a real personalidade de um autor que gosto e me decepciono porque ele fez determinada coisa que eu jamais faria na mesma situação, ou me dou conta de que tem coisas que desde sempre acontecem e não mudam e que até mesmo aquela pessoa passou por isso. Isso é meio frustrante, eu confesso.
Claro que às vezes também vemos, no meu caso principalmente em crônicas e agora em blogs, que muitos pensamentos são iguais, ou semelhantes aos meus, isso me deixa muito feliz, e me abre uma esperança de ao menos compartilhar idéias com pessoas que gosto e também de ganhar algumas amizades, nem que sejam virtuais.
Agora eu pergunto: Porque tanta decepção ao ver que pessoas comuns como eu e você também erram? Porque tanta mágoa só porque o “meu” escritor preferido não agiu de acordo com o que eu achava? A resposta é bem simples: É porque assim que tomamos intimidade com uma pessoa, sendo física, intelectual, virtual ou qualquer outro tipo, nós “idealizamos” uma pessoa perfeita. Aí é que está o erro, porque como todos sabem não existem pessoas perfeitas e nem sequer duas pessoas que pensem exatamente igual em tudo. É como se tomássemos “posse” da pessoa em questão e quiséssemos que ela agisse de acordo com a nossa cabeça! E vendo as coisas assim tão nuas e cruas, pensando realmente na questão não é a coisa mais sem fundamento que existe? Como podemos querer que uma pessoa – única e com livre arbítrio próprio – sempre atue de acordo com o que esperamos dela?
E esse é o mesmo princípio dos relacionamentos. Não devemos tratar ninguém como se fosse nosso, como se fosse nós. Senão sempre iremos nos decepcionar. Devemos contar com nossas companheiras/os para nos ajudar e apoiar e não tratá-los como se fossem empregados ou como se tivessem a obrigação de saber o que gostamos ou não e agir dentro dos mínimos limites das nossas mentes, captando cada sinapse para fazer exatamente o que queremos. Isso não é amar.
E também eu prefiro admirar as personalidades das pessoas que escreveram biografias ou falaram ao vivo de si mesmas (não é porque a pessoa não pensa como eu que deixará de ser um ótimo profissional) porque para fazer tais coisas tem que ser extremamente seguras de si mesmas, ter uma alta auto-estima, e se aceitar como é. Para contar suas experiências para quem quiser ouvir ou ler tem que ter coragem de aceitar seus erros, suas falhas humanas, seus defeitos, tem que ter coragem de tirar as máscaras e se mostrar como realmente é, e isso por si só, já é admirável.

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 05/10/2008 - Postado em 21/10/2008 ).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Intelectuais X Populares

Eu estava lendo “O Zahir”, de Paulo Coelho. Ao ler, no próprio texto estavam escritas coisas a respeito da crítica sempre ser muito rígida e normalmente criticar pesadamente seus textos. Isso me levou a minha velha reflexão a respeito disso:
Eu nunca entendi porque a crítica pegava tão pesado para com o Paulo Coelho. Eu já li diversos livros dele e não achei ruim, pelo contrário, não só achei bons livros como recomendo, inclusive esse último, “O Zahir”. Quando eu comprei “O diário de um mago”, minha primeira experiência com livros dele, eu adorei o livro, e depois lendo outros, o que eu percebi é que ele escrevia muito sobre assuntos “espirituais” e isso era contrário à “fôrma” literária existente. É como se ele fosse contra os padrões existentes. Seria a mesma cosia que um roteiro cinematográfico não seguir o velho “começo-meio-e-fim-tudo-isso-com-emoção”, os diretores têm, quase que obrigatoriamente encaixar o roteiro dentro desse padrão – e normalmente por isso os livros adaptados ficam piores. Claro que eu conseguia distinguir essa diferença claramente entre ele e os outros escritores clássicos, mas e o que que tem que fosse diferente? Só por isso deixaria de ser uma literatura?
Quando ele começou a ficar famoso e se expandir deveras, as críticas ficaram mais ferrenhas, e aí entra uma outra questão: Parece que o que é “popular” não pode ser “intelectual”. Coisa que eu acho muito absurda. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Se uma coisa é boa, porque não crescer e se espalhar? Vi um depoimento da cantora Ana Carolina falando sobre a mesma coisa, ela contava que quando começou a se tornar famosa e aceitar convites grandes, muitos dos fãs dela do tempo de barzinhos não gostaram, diziam que ela estava se vendendo, que deveria continuar rejeitando isso e sendo só “underground”. Como se aceitando os convites para uma carreira nacional ela estivesse perdendo sua identidade ou sua oposição a coisas velhas e cantores ultrapassados que aparecem na mídia. Não entendo. Acho que ela fez bem feito e merece todo o sucesso. E nem por isso deixa de ser melhor ou perde qualquer coisa.
Achei muito legal o Paulo Coelho não se candidatar à Academia Brasileira de Letras quando da morte de Jorge Amado, pois a esposa dele Zélia Gattai se candidatou e se fosse concorrer com o Paulo Coelho, certamente perderia, então ele renunciou. E na próxima eleição ele entrou e senti um rebuliço por alguém que escreve com palavras fáceis, que escreve sobre coisas espirituais, sobre sua vida e experiências pessoais estava entrando para a imortalidade das letras. Acho que isso bem ou mal mostrou que intelectualidade e popularidade podem muito bem conviver juntas.
Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 05/10/2008 - Postado em 14/10/2008 ).

terça-feira, 7 de outubro de 2008

VMB 2008

Foi realizado o evento do VM 2008 na quinta-feira, dia 02 de outubro, ás 21 horas no canal 14 na MTV Brasil.
Este ano contou com oito shows bem variados e com atrações internacionais. O primeiro show da noite foi do cantor Ben Harper que teve uma energia bem positiva. Logo em seguida, subiu ao palco a cantora Vanessa da Mata para tocarem a música que se tornou um verdadeiro hit neste ano que trouxe muita “Boa sorte/ Good Luck” para eles.
Marcelo D2 fez o terceiro show da noite para lançar o seu novo cd, sempre inovando. Teve um bom desempenho e suas feições (em minha opinião) lembravam muito Chico Science. Nenhum dos shows foi empolgante, porém de boa qualidade.
O quarto e quinto shows foram da estréia da banda “Nove mil anjos” do Junior (irmão da Sandy), do ex-guitarrista da Pitty, ex-baixista do Charlie B. e de um vocalista desconhecido que nem fez diferença, seguido da banda internacional BLOC PARTY que mais parecia qualquer coisa menos o show tão anunciado e ao vivo como foi falado. Não conhecia o som de ambas as bandas e percebi que não perdi nada.
Sexto show foi da banda Bonde do Role que por questões pessoais prefiro não comentar, em decorrer de não ter nada, absolutamente nada para falar de algo que sob meu ponto de vista não se enquadra como música.
Os últimos shows foram muito bons e quando digo muito bom é porque recomendo mesmo. Sem preconceito ou rótulos, sem serem do meu gosto próprio, mas revi ambos. O sétimo foi o da Pitty com o Cascadura (integrante de uma banda chamada Útero em fúria) que tocaram uma música de sua autoria. Ótima instrumental. Louvável o show seguido de Fresno com Xitãozinho e Xororó que cantaram “Evidências”.
Não sou fã do movimento EMO, não tinha tido uma boa impressão desta banda gaúcha que é o Fresno. Porém, eles não são apenas mais um bando de guris que formam uma banda de acordo com o modismo, não, eles são músicos. Claro este termo “músicos” é um pouco forte e quem me conhece deve ter se surpreendido com isto que estou escrevendo agora, mas os garotos estão chegando lá.

Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 06/10/2008).

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Preconceitos

Olá pessoal!

Para fechar o mês com chave de ouro, e ao mesmo tempo para comemorar uma data super especial para mim e para todos os amantes da literatura Brasileira – o centenário da morte de um dos maiores escritores Brasileiros, de um marco na nossa literatura, de um autor presente em quase todas as listas para vestibular, ou seja Machado de Assis – convidei uma blogueira, especial para mim, para escrever esse post comemorativo. Com vocês e com a palavra: Dama de Cinzas, do blog “Confissões Ácidas”, espero que curtam:

Preconceito

Esse é um grande mal social! Talvez o pior de todos, porque afasta os seres humanos sem que seja dada uma chance!

Eu abomino o preconceito com todas as minhas forças porque ele atrasa o progresso social, o desenvolvimento da humanidade no sentido de sentimento mesmo. Quando a gente olha pra alguém julgando antecipadamente o que aquela pessoa é, não damos a oportunidade de nos surpreender para o bem, para o melhor, para o positivo, ficamos agarrados a uma suposta atitude negativa, ou defeito da pessoa, que exclui todas as suas outras qualidades.

Já me afastei de pessoas por perceber que eram preconceituosas acima do limite aceitável. Porque não vou ser hipócrita dizendo que não tenho meus preconceitos, tenho sim, a diferença entre mim e essa pessoas que abomino, é que luto contra eles, não os alimento, não os espalho, tento trabalhar, lidando com cada pessoa em que sinto que ele vai se manifestar, às vezes consigo logo de cara, outras vezes preciso de um tempo, mas se a intenção de vencer o preconceito existir, sempre é possível neutralizá-lo.

Já deixei de visitar alguns blogs por perceber que seus autores espalhavam tanto preconceito que aquilo ia me enojando com o tempo. Chegava um momento que por mais boa vontade que eu tivesse, os textos me causavam tristeza e chega uma hora que para não me estressar com o autor, porque afinal ele tem o direito de escrever o que quiser no seu blog, terminava por retirá-lo da minha lista de leitura.

Existe um tipo de preconceito que me chateia bastante, que é o preconceito reverso. Dos grupos discriminados, como homossexuais, negros e tal que se fecham em guetos e ficam agindo de maneira estereotipada numa forma de defesa contra a sociedade que os discrimina e até contra outros grupos discriminados. Pra mim é inconcebível ver que um ser que sofre com o preconceito não pensar duas vezes em discriminar outros grupos! Pra que essa criatura existe, se não está aprendendo nada com a vida?!

Houve uma fase em minha vida que fui exposta ao preconceito, mesmo assim nunca quis me refugiar em guetos, sempre preferi me misturar, dar minha cara a tapa, ver qual era, porque só assim você se sente uma vencedora quando consegue mostrar algo, e também consegue crescer com o "atrito".

Trabalho com uma menina paraplégica, e para mim ela é o exemplo que preciso para ilustrar o parágrafo anterior. Ela está sempre bem, mas o bem dela é real, está sempre inteira, sorridente, interagindo, fiel a suas opiniões. Ela é tão "luminosa" que consegue ser a conselheira do local de trabalho e não só a conselheira, as pessoas querem estar ao seu lado porque sua energia é positiva, boa, limpa! O que ela faz de certo? Ela existe sem se fechar naquilo que a limita. Vai a festas, bares, cinemas, casamentos, trabalha e não ocupa ninguém por conta de suas limitações, nunca faltou ao trabalho enquanto outras pessoas faltam por besteiras. Enfim é um exemplo de que se não nos fecharmos por trás de um grupo, de uma deficiência, de uma cor de pele, direcionamento sexual, se agirmos como um ser humano completo seremos sim aceitos como somos. Vai dar mais trabalho? Com certeza, eu converso muito com essa amiga, ela tem suas dores, suas fragilidades, mas sua força é maior...

Não quero dizer com isso que os guetos não devem existir, que os guetos são do mal, prejudiciais em sua totalidade, os guetos só são ruim na medida em que você os usa para se esconder do mundo.

A união entre os discriminados é necessária, mas para que se lute contra o preconceito, não para que essa união te sirva como muleta para conseguir existir num mundo, que por muitas vezes é bem cruel.

E aos preconceituosos? Para esses existe a indiferença, a neutralização. Pense que uma única pessoa com verdadeira vontade de neutralizar um grupo preconceituoso é capaz de desestruturá-lo. Porque os preconceituosos geralmente são mal resolvidos, medrosos, assustados com seus sentimentos mais verdadeiros! São seres para se ter mais pena do que raiva...

E você? Tem lutado contra seus preconceitos?

Post escrito por Dama de Cinzas, do blog "Confissões Ácidas"!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Medos

Do que você tem medo?
Eu, particularmente tenho medos comuns como do escuro, ou da claridade, tenho medo é de enxergar algo que eu não queira, ahahah! Tenho um medo meio inconsciente de tudo que é tipo de bicho. Não sei bem definir se é medo ou nojo, sei lá, sei que se algum dia tiver que ter algum bicho de estimação será um peixe. E não é insensibilidade. Apenas não sou o que chamam de “cachorreiro”. Lá me casa tem uma cadelinha muita fofa, da raça dachshund, ou no popular: “lingüiça” ou “cofap”. Mas eu não sou dado a pegar no colo, etc. e tal. Apenas isso. O que não significa que eu ache que quem tem não precisa cuidar, pelo contrário. Tenho medo da morte, mas especificamente de ser enterrado vivo. Vai saber porque! Mas um dos maiores é o da solidão. Não gosto de ficar sozinho, prefiro sair com alguém, gosto de ter alguém sempre em casa. Não que eu seja dependente. Apenas prefiro estar acompanhado que só. Uma vez li um lindo e-mail que falava que nos dias atuais as pessoas não procuravam mais a “outra metade” e sim que cada um tinha que ser “inteiro” e procurar uma companhia apenas. Achei legal o texto, mas pensando melhor a respeito percebi que isso não é tão fácil. Concordo que devemos ser independentes, mas se podemos obter ajuda, porque não? Não que não saibamos fazer, mas com ajuda vai mais rápido e fica mais agradável! E bem ou mal todos temos pontos fortes e pontos fracos. Quando arranjamos um amor, se essa pessoa tiver pontos opostos, a relação de “um-ajuda-o-outro” ficará perfeita! Porque não desfrutar disso? Outra coisa que anda rondando meu pensamento é o tempo. O tempo não pára, já dizia o Cazuza. Tanta coisa que depende de dinheiro. Tanta perspectiva de vida. E o tempo não espera. O mundo maluco, as correrias, ir levando a vida. E que venham as crises existenciais!
Apesar de tudo isso, ainda me acho otimista. E normal, ahaha! Já sei que muita gente tem medo de muito mais coisas, ou de coisas muito mais estranhas, como se diz, a gente morre e não vê de tudo! E você? Tem medo do que?

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 22/09/2008).

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vivendo em Matrix

Vivendo em um mundo de coisas reais e outras infelizmente mais reais ainda, não sabemos até aonde podemos ir, pois não sabemos o fim. Complexo não? Depende do ponto de vista. Normalmente ficaria preocupada com estas informações, pois para mim é complicado não saber o que irá acontecer amanhã e de forma alguma quero controlar o mundo, mas sempre programo a maior parte do que vou fazer no meu dia para ter controle dele. Quando recebo convites em cima do laço, de última hora, muitas vezes demoro a responder analisando os prós e contras, não que eu não convide meus amigos de última hora, até porque estaria mentindo, mas sei que a maioria não se importa e até nem liga. Acho que o problema é comigo.
Quando saio de casa pela manhã já carrego na mochila o que vou precisar para o resto do dia, então tenho já em mente o que verei pela frente. Lógico que nunca é assim, e quando acontecem algumas surpresas agradeço, pois até salvam o dia que previa sem maiores prazeres. Vai entender?


Tem coisas que gosto de ser convidada mesmo de ultima hora porque quebra minha rotina, porém outras não.
Acho que vai do espírito que estou no dia. Mas o fato de ter que duvidar se realmente algo está acontecendo é verdade ou ilusória é de certa forma apavorante, sinto medo de não poder levar a vida dos meus pais, farei caminhos diferentes obviamente, mas digo no sentido de seguir com ela. Sim porque a cada página aberta na internet tem sempre uma notícia de que o mundo vai acabar ou algo de ruim vai nos acontecer. Complicado levar a vida assim, então ignorem.


Mas tem sites bem legais e que de certa forma volta à primeira idéia que abordei sendo coisas reais boas ou ruins, mas aí vai do ponto de vista de cada um, achei um blog bem interessante, ainda mais pra quem gosta do filme Matrix, o link é este http://vivendo-na-matrix.blogspot.com/ tem o site também, vale a pena.


Quanto ao nosso assunto de real e imaginário, você tem esta preocupação também? De achar que agora após ler esta crônica, não sabe se isto é real? Ou ilusório? Se já acordou? Se estiver sonhando? Se o que existe é realmente isto? Gosta de se sentir assim? Com dúvidas? Têm elas seguidamente? Já contou a alguém? Sonhou algo que parecia tão real? Acredita em coincidências? Não? Por quê? Ou se tudo isto é algo para desviar exatamente seus pensamentos das coisas que acontecem neste exato momento?

Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 17/09/2008).

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Política

Bom, quase na hora das eleições, então pensei em escrever, falar um pouco do que penso, mas por outro lado, é tanta besteira, tanto político sujo (pode ser uma redundância, afinal dizem que todos são ‘sujos’), que é melhor eu apenas brindar vocês com essa composição que eu fiz em dezembro de 2004 e que hoje parece tão atual, mesmo depois de passados tantos anos. Quando fiz essa letra, andava não acreditando na política, e antes e depois da letra eu experimentava uma esperança daquelas do tipo de “vote correto” ou pelo menos no “menos errado”, porque faz parte e uma hora aparece alguém que realmente esteja interessado em ser honesto. Hoje eu penso que o bom mesmo seria uma revolução pacífica, protestos e discursos “a la Martin Luther King”, todo mundo votando NULO para mostrar a indignação seria o começo de um ideal. Será que o que nos falta para sairmos dessa inércia é de um líder de multidões? Bom, menos filosofia e vamos à letra:


Politicagem

Descarados, aquelas ratazanas de terno
Ficam a fazer nada
E nós se matando de trabalhar
Pra que? Pra nada ganhar?

Sem direitos, sem segurança
Sem dinheiro, sem educação
Sem merda nenhuma
Sem nada em suma

Refrão:/Eu sou apolítico
Apolítico sim
Porque vou discutir
Por alguém que não faz nada por mim:/Refrão

Grandes desvios
Roubalheiras a olhos vistos
CPI’s furadas
Que acabam em ‘pizzas’ avacalhadas

Eu prometo, eu isso, eu aquilo
Isso é ridículo
Todos só querem lucro e glória
Só pensam em causa própria

Refrão:/Eu sou apolítico
Apolítico sim
Porque vou discutir
Por alguém que não faz nada por mim:/Refrão

Não acredito em nenhum
Não tem que preste
Não se iludam minha gente
Com propostas de ‘ser diferente’

O descaso é a palavra da vez
Cuidar do seu egoísmo pessoal
Sendo que pra eles tá bom
O povo que se ‘f#%@’: em alto e bom som!

Refrão:/Eu sou apolítico
Apolítico sim
Porque vou discutir
Por alguém que não faz nada por mim:/Refrão



Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 15/09/2008).

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fotos do show da Bidê ou Balde em Novo Hamburgo - 03.09.2008







Fotos tiradas por Alexandre Cauduro e Verônica Elias. Evento ocorrido em 03.09.2008 às 21h, no Centro Universitário Feevale em Novo Hamburgo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

P.G.N.

Essa é a sigla que acabo de inventar e serve para designar Pessoas Geneticamente Modificadas, sim! Isso mesmo! Quero falar das probabilidades de no futuro as pessoas terem seus genes modificados, e não falo de terapia para doenças e sim de estética.
Escutando uma coisa no rádio aqui, o pensamento acrescentando outra coisa acolá eu me pus a imaginar o que será no futuro – talvez mais breve do que imaginamos até – se as pessoas decidirem utilizar os avanços genéticos e tecnológicos para efetuarem suas sandices e loucuras experimentais em nada mais nada menos que a cobaia mais acessível: seus filhos!
Hoje a noção de beleza é uma coisa senão mortífera, ao menos desgastante. As leitoras sabem bem do que eu estou falando: as modelos anoréxicas & cia. Ltda. são nada mais que palitos ambulantes desesperadas por dietas milagrosas e as atrizes e atores (ainda mais agora com definição digital) se preocupam em manter esse padrão absurdo a que chamam beleza. Mas o que isso tem a ver? Que serão nesses padrões que as mães e pais transformarão seus filhos.
O primeiro murmúrio que ouvi a esse respeito foi de pessoas comentando que escolheriam a cor dos olhos para seus filhos, se pudessem. Imaginem que o que não acontecerá quando todo mundo puder escolher como serão os seus filhos? Provavelmente todas as meninas serão loiras (de cabelos obrigatoriamente lisos), bocas enormes, lábios e coxas grossas, peitos e bundas gigantescas, mini-cópias da Angelina Jolie, Britney Spears (sem comentários) ou outras celebridades. Os meninos terão a cara do Brad Pit ou Jhonny Depp, tendência a ter peitorais definidos, com o corpo todo másculo.
E ninguém aqui está dizendo que a Angelina ou o Brad são feios. Mas já imaginaram ter dezenas, centenas, milhares de pessoas iguais! Filha de pais negros loira, de pais morenos, loira, de pais ruivos, loira também. Para mim é o caos. Serão todas IGUAIS!
Acho maravilhoso os filhos receberem as características dos pais, é uma coisa divina, fabulosa, um esquema fantástico de criação que se pararmos para pensar é realmente incrível: duas pessoas se unem e formam um novo ser com características suas –um pouco de cada – um ser ÚNICO, diferente de qualquer outro. E eu acho fundamental essa individualidade. Claro que às vezes queremos ser iguais, passar despercebidos, mas isso é outra coisa. Já imaginaram que horrível parecer igual a todo mundo?
Espero que essa ditadura da beleza (que não é beleza) não tenha esse tipo de conseqüência, que os pais tenham noção de que o que vale realmente está por dentro e não por fora.

Música: E porque não? da banda Bidê ou Balde (vide post abaixo).

Livro: Christine, do mestre do horror Stephen King.

Seriado: Will e Grace, eu recomendo, comédia da melhor qualidade!

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 04/09/2008).

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Show da banda Bidê ou Balde em Novo Hamburgo

O Centro Universitário Feevale trouxe ontem, dia 03 de setembro, o show com uma das bandas gaúchas mais populares da cena rock de Porto Alegre, a banda Bidê ou Balde. E nós estávamos lá para prestigiar o evento (breve fotos).
O evento foi realizado em virtude da comemoração de boas vindas aos calouros da instituição. A partir das 21h subiram no palco para conduzir um show empolgante, por um pouco mais de 1h. A comunidade acadêmica abriu as portas para todos os públicos com entrada franca.
Foram mais de 10 músicas tocadas pela banda, fazendo uma visitação pelos CDS já gravados, contando assim, um pouco da história da banda.
A qualidade do som, não só da banda, mas de toda a equipe (incluindo o pessoal da feevale), foi de tirar o chapéu, sendo muito bem equalizado.
Teve um público estimado pelo DCE de aproximadamente 3500 pessoas.
A banda foi formada em final de 1998 e já tem 4 cds lançados incluindo o dvd Bandas Gaúchas, maiores informações pelo site
www.bideoubalde.com.br .


Agradecimento a Verônica Elias pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 04/09/2008).

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pacote Turístico


Ouvi ontem na MTV que tem uma empresa em Barcelona, na Espanha, que cobra 400 euros para “seqüestrar” o “cliente”. Isso mesmo! Estão “vendendo” seqüestros! E o pior: tem gente que compra!
Não entendo a cabeça dessas pessoas que alugam tal tipo de serviço. Será que a rotina é tão enfadonha, que tudo é tão politicamente correto, que as pessoas são tão chatas, burocráticas e sem criatividade que têm que contratar serviços dessa natureza? E depois, qual a graça de ser seqüestrado sabendo que é de brincadeira? Se a intenção era a adrenalina, a consciência do ato tira todo o charme.
Como o desemprego está muito feio hoje em dia, acho que vou fundar uma franquia, ou uma matriz brasileira desse serviço! Daria rios de dinheiro, seria um serviço completo e inovador, especializado em turismo para europeus e afins!
Se lá, eles estão pagando, e bem, para serem seqüestrados de mentirinha, imagina uma viagem/seqüestro para o Brasil, mais especificamente para o Rio de Janeiro, com diversas “atividades aterrorizantes”? Vou chamar de pacote “PCC superluxo”!
As atividades serão, por exemplo, um passeio na praia para conhecer as belezas cariocas onde acontecerá, subitamente, um arrastão...já estou vendo o terror estampado na cara dos estrangeiros...Terá também visitação ao “trem-bala” Brasileiro, ou seja, aquele trem que atravessa a favela enquanto ocorrem disputa de gangues...Depois de tal susto um passeio estilo “casa do terror” pela favela da rocinha, apresentando as bocas de fumo e fazendo trilha pela rota do narcotráfico. Eles terão também uma base do quanto é rápido um assalto relâmpago. E para finalizar assistirão ao filme “Tropa de Elite” e ganharão um colete à prova de balas de recordação, isto é, talvez eu tenha que dar a recordação antes do passeio, só para garantir, se bem que a intenção é dar uma “sacudida” na vida parada dos estrangeiros.
Alguém aí quer ser meu sócio???

Agradecimento a Fábio Nunes de Moura pela sua contribuição. Nota expressa sua opinião. (Escrito em 29/08/2008).

Desarranjo Sintético

Desarranjo Sintético
"Era um grande nome — ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele." Mario Quintana